Novembro 20, 2009

Herbert Richers: morre o homem que fechou os cinemas de Manaus nos anos 1970

Herbert Richers
Foto: Ana Ottoni/Folha Imagem

Morre Herbert Richers - Morreu hoje aos 86 anos de idade Herbert Richers. O cinema nacional deve a ele muitas das produções das décadas de 50, 60 e 70. Foi Richers quem produziu o filme "O Assalto ao Trem Pagador", em 1962. A rede de cinemas no Brasil dependia da distribuição da sua empresa. Nos anos 1970, a cadeia de cinemas de Manaus (Cine Guarany, Cine Polyteama, Cine Avenida, Cine Odeon, Cine Ypiranga, Cine Vitória, Cine Ideal e Cine Eden) fecharam as portas depois que a Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas negou um pedido do empresário - bem no início do festival de isenções fiscais concedidos pelo governo do Estado e pela Zona Franca de Manaus - para isenção de impostos por 25 anos, tendo como contra-partida a distribuição e exibição dos filmes controlados pela sua empresa. Nessa altura, através de Walt Disney, ele já dominava o filão das dublagens de filmes.

Cidade Flutuante - foto postada em biblioteca.ibge.gov.br

A vingança - Diante da negativa à manobra empresarial, como retaliação Herbert Richers fez rodar em todas as salas de cinema do país um documentário sobre a Cidade Flutuante - casebres sobre às aguas do Rio Negro, que servira de cenário para um filme de Jean Paul Belmondo (O Homem do Rio), e que envergonhava os amazonenses -, comprometendo a imagem da cidade de Manaus. Naquela época, antes do filme principal, e antes dos trailers, projetava-se um pequeno jornal com notícias do país inteiro, que, invariavelmente, incensava o regime militar. Foi neste formato que Manaus foi "homenageada" pelo empresário de cinema. Descanse em paz, Herbert Richers!
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Salvando o PIG

Oleo do Diabo

Salvando o PIG

A notícia de que a Folha vendeu ridículos 21,8 mil exemplares avulsos, na média diária, entre janeiro e setembro deste ano muda tudo. O foco da blogosfera, a partir de agora, deve ser uma campanha para salvar o PIG, em nome da diversão geral. Tudo bem que, sem o PIG, o país pode crescer muito mais rápido. Mas de que adianta crescer e não se divertir?

Brincadeiras à parte, o certo é que agora está explicado porque o Brasil enfrentou tão bem a crise econômica e a geração de emprego voltou a bater recordes. Os cidadãos brasileiros, sobretudo os empresários, pararam de ler jornais. Cansados do bombardeio de notícias ruins e análises furadas do qual eram vítimas diariamente, optaram por se informar pela internet, que, além de gratuita, oferece uma gama de opiniões múltipla e democrática.

Ao que parece, portanto, alguém se irritou de verdade com a mosquinha zumbindo no ouvido e esmagou-a contra a parede. Esse alguém foi o consumidor.

Leia mais em www.oleododiabo.blogspot.com
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Informação não é mercadoria e internet não é ameaça à liberdade


Antena Negra TV - Argentina

Luta pela Internet Livre avança

Caros,

Avançou a mobilização contra o Projeto de Lei do Senador Eduardo Azeredo que criminaliza práticas comuns na Internet no Brasil, como a troca de arquivos P2P e o anonimato na rede.

Em 2008 o projeto foi aprovado pelo Senado Federal e encaminhado à Câmara dos Deputados para nova tramitação.

A sociedade civil organizou-se e conseguiu emperrar a votação do Projeto de Lei, mas ele ainda é uma ameaça à nossa liberdade.

Conseguimos fazer com que o Ministério da Justiça lançasse uma consulta pública para que o Brasil tenha um Marco Regulatório Civil na Internet.

(Leia mais)

Precisamos agora que todos os que defendem a Internet Livre entrem no blog www.culturadigital.br/marcocivil ou no twitter www.twitter.com/marcocivil e exijam
das autoridades nossos direitos!

Propomos que sejam considerados direitos dos cidadãos os seguintes pontos:

* Todos os brasileiros têm o direito ao acesso à Internet sem distinção de renda, classe, credo, raça, cor, opção sexual, sem discriminação física ou cultural

* Todos internautas têm o direito à acessibilidade plena, independente das dificuldades físicas ou cognitivas que possam ter.

* Todos cidadãos brasileiros têm o direito de abrir suas redes e compartilhar o seu sinal de internet, com ou sem fio.

* Todos os cidadãos têm o direito à comunicação não-vigiada.

* Todo internauta tem o direito à navegação livre, anônima, sem interferência e sem que seu rastro digital seja identificado e armazenado pelas corporações, pelos governos ou por outras
pessoas, sem a sua autorização.

* Todo interagente tem o direito de compartilhar arquivos pelas redes P2P sem que nenhuma corporação filtre ou defina o que ele deve ou não comunicar.

* Todo cidadão tem o direito que seu computador não seja invadido, nem que seus dados sejam violados por crackers, corporações ou por mecanismos de DRM.

* Todo brasileiro tem direito a cópia de arquivos na rede para seu uso justo e não-comercial.

* Todo cidadão tem direito de acessar informações públicas em sites da Internet sem discriminação de sistema operacional, navegador ou plataforma computacional utilizada.

* Toda pessoa tem o direito a escrever em blogs e participar de redes sociais com seu nome, com codinome ou anonimamente.

* Todo blogueiro tem o direito de aceitar ou não comentários anônimos, não sendo responsável pelo seu teor.

Que o Brasil tenha um Marco Regulatório Civil na Internet!

Semana da Consciência Negra em Manaus

Consciência Negra
Foto: Rogelio Casado - Manaus - Amazonas - Brasil, 2006


Palestras vão discutir condição do negro no Amazonas
Semana da Consciência Negra terá palestras e exposições em Manaus

Em pleno século XXI, ainda é notável a exclusão dos negros em nossa sociedade. Como parte das atividades da Semana Nacional da Consciência Negra, em Manaus, o Núcleo de Pesquisa em Política, Instituições e Práticas Sociais da UFAM (Polis) realiza através da Linha de Pesquisa em História Indígena e da Escravidão Africana na Amazônia, o quarto ciclo de palestras sobre Cultura Afro-Brasileira e a Exposição: Negros, Corpos e Almas: Trajetórias no Amazonas.

A abertura do evento será nesta quarta-feira, 18, às 9h30, no auditório Rio Javari (Faculdade de Tecnologia – Campus Universitário) com a conferência "A cidade dos encantados: pajelanças, feitiçarias e religiões afro-brasileiras (1870-1950)", com a participação do pesquisador Aldrin Figueiredo, da Universidade Federal do Pará (UFPA).

No dia 19, em parceria com o Museu Amazônico, além do lançamento do livro do pesquisador, haverá também a abertura oficial da exposição Negros, Corpos e Almas: Trajetórias do Amazonas, desenvolvida por historiadores e antropólogos que contam com o financiamento da Fapeam e do CNPQ.

De acordo com a diretora técnico-científica da Fapeam, Patrícia Sampaio, a exposição pretende revelar dimensões ainda desconhecidas sobre a presença negra e africana em Manaus. "Objetivo é contribuir para por fim no silêncio sobre a presença negra na região Norte. O ponto de partida do evento é a cidade de Manaus no século XIX, desvendando os rostos de homens e mulheres escravos, seus lugares de convivência e de trabalho e suas experiências de liberdade”, afirmou.

A exposição terá fotografias de ritos e festas, textos históricos e culturais e objetos religiosos, que, simbolicamente, questionam o preconceito racial e buscam desconstruir a ideia de que não há negros no Amazonas.

Segundo Sérgio Ivan Gil Braga, que desenvolve a pesquisa por meio do Programa Integrado de Pesquisa Científica e Tecnológica (PIPT), da Fapeam, “de fato, é na religião que se manteve muito da cultura negra, transmitida para os batuques, presente na estética do carnaval e dos bois-bumbás da Amazônia, entre outras mais”.

O visitante que passar pelo Museu Amazônico também poderá ver um peji (altar de orixás), vestimentas de Oxalá e instrumentos musicais que representarão à musicalidade negra. Além disso, a festa de São Benedito, na Praça 14 de Janeiro, bairro da capital amazonense, tem grande espaço na exposição.

'A devoção a São Benedito, santo negro associado a orixás e vodus na religião africana, é uma mostra a resistência da cultura negra em manter a própria cultura', afirmou Sérgio Braga.

Kelly Jheniffer Melo – Agência Fapeam

Att.

Eriberto Façanha
Coordenador do Núcleo da Diversidade Étnico-Racial-NUDER/SEDUC
GENF-DEPPE
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II Fórum Estadual da Diversidade Cultural - Amazonas

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O Longo Amanhecer - Cinebiografia de Celso Furtado

Lula e Celso Furtado
Acervo Centro Internacional Celso Furtado - Julho, 2003

Exibição do filme O Longo Amanhecer - Cinebiografia de Celso Furtado

O Centro Internacional Celso Furtado comunica que o filme O Longo Amanhecer - Cinebiografia de Celso Furtado, de José Mariani, será exibido no dia 20 de novembro, sexta-feira, às 18h30, e no dia 21 de novembro, sábado, às 9h30 no Canal Brasil, da Net.

O documentário registra a trajetória do economista Celso Furtado, considerado um dos maiores pensadores brasileiros. Apoiado em farto material de arquivo e imagens raras, apresenta sua atuação na vida política e monta um panorama da história recente do país.

Com depoimentos de:
Antonio Barros de Castro -- Francisco de Oliveira -- José Israel Vargas -- João Manuel Cardoso de Melo -- Maria da Conceição Tavares -- Osvaldo Sunkel -- Ricardo Bielschowsky
duração: 72 min

Horario(s):
20/11 - 18:30
21/11 - 09:30
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São Bernardo inaugura sua primeira residência terapêutica

Nota do blog: Enquanto isso, temos notícias de que em Manaus, de pouco mais de quarenta usuários de longa permanência do Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, oito usuários poderiam habitar uma residência terapêutica, caso fosse respeitado um termo de ajuste de conduta do Ministério Público Estadual, estabelecido em 2005, e que até agora não saiu do papel. Lástima!
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Suzana Bernhardt

ESPAÇO KINDER

A KINDER convida para Exposição de Obras da artista plástica

Suzana Bernhardt

Local: Rua Marcone, 421 – Bairro Partenon - RS
Data: 24, 25 e 26 de novembro de 2009
Horário: das 09 às 17h

A amostra encerra com Vernissage dia 26 a partir das 16h.

Informações pelo telefone: 33220522

Nota do blog: Dica de cultura enviada por Miriam Dias.
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Enlace Zapatista

Enlace Zapatista

La JBG de Oventic denuncia el secuestro y tortura contra tres compañeros bases de apoyo de Zinacantán, a manos de los perredistas.

JUNTA DE BUEN GOBIERNO CORAZÓN CÉNTRICO DE LOS ZAPATISTAS DELANTE DEL MUNDO SNAIL TZOPBOMBAIL YU’UN LEKIL J’AMTELETIK TAO’OLOL YO’ON ZAPATISTAS TA STUK’IL SAT YELOB SJUNUL BALUMIL A 19 DE NOVIEMBRE DEL 2009 A LA OPINIÓN PÚBLICA A LA PRENSA NACIONAL E INTERNACIONAL A LA SOCIEDAD CIVIL NACIONAL E INTERNACIONAL A LOS ORGANISMOS DE DERECHOS HUMANOS A LOS MEDIOS ALTERNATIVOS A LAS Y LOS ADHERENTES [...]

Continúan las amenazas en contra de los pobladores de la colonia Lázaro Cárdenas, en La Trinitaria, Chiapas

El Centro de Derechos Humanos Fray Bartolomé de Las Casas nos hace llegar la siguiente denuncia: Representantes de los Adherentes de la Otra Campaña de la Colonia Lázaro cárdenas Representantes del Frente Popular Campesino Lucio Cabañas Colonia Lázaro Cárdenas Municipio La Trinitaria Chiapas, 17 de Noviembre de 2009 Por este conducto le saludamos las mujeres, [...]
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Novembro 19, 2009

Carta de Anita Leocádia ao Presidente Lula

Anita Leocádia
Foto postada em alerj.rj.gov.br

Nota do blog: Manaus não tinha duzentos mil habitantes, morava na rua Frei José dos Inocentes, tinha por volta de 11 a 12 anos de idade, quando li um livro chamado "À Luz de Velas". Em frente da minha cama, ficava a biblioteca da família, tão cuidadosamente cultivada por meu pai, meu maior incentivador da leitura. O livro trata de personagem da história da república, dos mais fascinantes. Durante 3 meses o reporter Mário de Moraes procurava pelo "Cavaleiro da Esperança", Luiz Carlos Prestes. Toda a Imprensa e Polícia brasileiras desejavam encontrar o líder comunista brasileiro. "Luz de Vela" é o outro lado das reportagens que não chegam ao conhecimento público. Mário de Moraes conta o que foi e o que não foi publicado dessas e outras histórias. Além de Luiz Carlos Prestes, dois outros nomes jamais sairiam da minha memória: Olga Benário e Anita Leocádia. Olga morreria na câmara de gás nazista, face a pusilanimidade do governo Getúlio Vargas. Sua filha Anita seria resgatada com vida, graças a força da solidariedade internacional. No momento em que a mídia hegemônica brasileira confunde a opinião pública sobre o papel constitucional do presidente da república, a quem cabe como magistrado supremo do país decidir sobre o destino de Cesare Battisti, nós brasileiros esperamos de Lula o mais fiel compromisso com os direitos humanos, única forma de por fim a uma farsa moral sustentada pelas forças mais retrógadas deste país.

Exmo. Sr. Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva

Na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás, sinto-me no dever de subscrever a carta escrita pelo Sr. Carlos Lungarzo da Anistia Internacional, na certeza de que seu compromisso com a defesa dos direitos humanos não permitirá que seja cometido pelo Brasil o crime de entregar Cesare Battisti a um destino semelhante ao vivido por minha mãe e minha família.

Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes

***

CARTA ABERTA
AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUÍS INÁCIO LULA DA SILVAPRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASILSUPREMO MAGISTRADO DA NAÇÃO BRASILEIRAAO POVO BRASILEIRO

"Trinta anos mudam muitas coisas na vida dos homens, e às vezes fazem uma vida toda". (O homem em revolta - Albert Camus)

Se olharmos um pouco nosso passado a partir de um ponto de vista histórico, quantos entre nós, podem sinceramente dizer que nunca desejou afirmar a própria humanidade, de desenvolvê-la em todos os seus aspectos em uma ampla liberdade. Poucos. Pouquíssimos são os homens e mulheres de minha geração que não sonharam com um mundo diferente, mais justo.

Entretanto, frequentemente, por pura curiosidade ou circunstâncias, somente alguns decidiram lançar-se na luta, sacrificando a própria vida.

Minha história pessoal é notoriamente bastante conhecida para voltar de novo sobre as relações da escolha que me levou à luta armada. Apenas sei que éramos milhares, e que alguns morreram, outros estão presos, e muito exilados.

Sabíamos que podia acabar assim. Quantos foram os exemplos de revolução que faliram e que a história já nos havia revelado? Ainda assim, recomeçamos, erramos e até perdemos. Não tudo! Os sonhos continuam!

Muitas conquistas sociais que hoje os italianos estão usufruindo foram conquistadas graças ao sangue derramado por esses companheiros da utopia. Eu sou fruto desses anos 70, assim como muitos outros aqui noBrasil, inclusive muitos companheiros que hoje são responsáveis pelos destinos do povo brasileiro. Eu na verdade não perdi nada, porque não lutei por algo que podia levar comigo. Mas agora, detido aqui no Brasil não posso aceitar a humilhação de ser tratado de criminoso comum.

Por isso, frente à surpreendente obstinação de alguns ministros do STF que não querem ver o que era realmente a Itália dos anos 70, que me negam a intenção de meus atos; que fecharam os olhos frente à total falta de provas técnicas de minha culpabilidade referente aos quatro homicídios a mim atribuídos; não reconhecem a revelia do meu julgamento; a prescrição e quem sabe qual outro impedimento à extradição.

Além de tudo, é surpreendente e absurdo, que a Itália tenha me condenado por ativismo político e no Brasil alguns poucos teimam em me extraditar com base em envolvimento em crime comum. É um absurdo, principalmente por ter recebido do Governo Brasileiro a condição de refugiado, decisão à qual serei eternamente grato.

E frente ao fato das enormes dificuldades de ganhar essa batalha contra o poderoso governo italiano, o qual usou de todos osargumentos, ferramentas e armas, não me resta outra alternativa a não ser desde agora entrar em "GREVE DE FOME TOTAL", com o objetivo de queme sejam concedidos os direitos estabelecidos no estatuto do refugiado e preso político. Espero com isso impedir, num último ato dedesespero, esta extradição, que para mim equivale a uma pena de morte.

Sempre lutei pela vida, mas se é para morrer, eu estou pronto, mas, nunca pela mão dos meus carrascos. Aqui neste país, no Brasil, continuarei minha luta até o fim, e, embora cansado, jamais vou desistir de lutar pela verdade. A verdade que alguns insistem em não querer ver, e este é o pior dos cegos, aquele que não quer ver.

Findo esta carta, agradecendo aos companheiros que desde o início da minha luta jamais me abandonaram e da mesma forma agradeço àqueles que chegaram de última hora, mas, que têm a mesma importância daqueles que estão ao meu lado desde o princípio de tudo. A vocês os meus sinceros agradecimentos. E como última sugestão eu recomendo que vocês continuem lutando pelos seus ideais, pelas suas convicções. Vale a pena!

Espero que o legado daqueles que tombaram no front da batalha não fique em vão. Podemos até perder uma batalha, mas tenho convicção de que a vitória nesta guerra está reservada aos que lutam pela generosa causa da justiça e da liberdade.

Cesar Battisti
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Dois textos sobre uma farsa moral

CASO BATTISTI

O STF DECIDE QUE DESPERDIÇOU DEZ MESES

Celso Lungaretti (*)

No primeiro julgamento, o Supremo Tribunal Federal decidiu não respeitar a decisão do Governo Federal, que já concedera refúgio humanitário a Cesare Battisti.

Ao invés de arquivar o processo de extradição italiano, como mandava a Lei do Refúgio e balizava a jurisprudência, resolveu mandar ambas para o espaço e meter o bedelho em prerrogativa do Executivo.

No segundo julgamento, também por 5x4, aprovou o pedido de extradição formulado pelo Governo da Itália.

No terceiro julgamente, ainda por 5x4, decidiu que lhe cabe apenas verificar se há empecilhos para a extradição, cabendo a decisão final ao presidente da República.

Ou seja, o STF dá sinal verde para a extradição, mas quem bate ou não o martelo é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No meio de tanto blablablá empolado, parece ter escapado aos ministros do Supremo que, na prática, a terceira decisão anulou a primeira.

Pois, se é Lula quem decide, ele já decidiu, ao respaldar a decisão do ministro da Justiça Tarso Genro.

Tudo que aconteceu depois foi inútil. E um perseguido político ficou mais dez meses na prisão à toa, por obra e graça de alguns ministros do Supremo, justiceiros no mau sentido.

Isto, claro, supondo-se que Lula se mantenha coerente com a posição assumida em janeiro, quando defendeu seu ministro da devastadora pressão da Itália e da imprensa entreguista brasileira (que escreveu, neste episódio, uma de suas páginas mais infames, tudo fazendo para colocar o Brasil na condição de capacho da Itália).

Em boa hora Anita Leocádia, com sua dignidade exemplar, enviou mensagem a Lula, "na qualidade de filha de Olga Benário Prestes, extraditada pelo Governo Vargas para a Alemanha nazista, para ser sacrificada numa câmera de gás".

Ela subscreveu a carta de Carlos Lungarzo, membro da Anistia Internacional dos EUA, qualificando de "linchamento" a perseguição rancorosa a Battisti em dois continentes, mobilizando recursos astronômicos e, no caso brasileiro, com ostensivo desrespeito à nossa soberania.

E é mesmo linchamento o único termo cabível nessas circunstâncias.

No julgamento desta quarta-feira (18), os linchadores não se conformaram com a derrota final e tudo fizeram para virar a mesa e embaralhar as cartas. Queriam porque queriam atrelar Lula ao tratado de extradição com a Itália.

Mas, a firmeza dos ministros Eros Grau e Marco Aurélio de Mello (principalmente) frustrou a chiadeira típica de maus perdedores.

O primeiro, inclusive, desabafou: o presidente pode até descumprir ou denunciar o tratado, se assim decidir. Responderá por seus atos.

O que não pode é o STF querer aprisionar Lula numa camisa de força, pois isto transformaria o Judiciário num Super-Poder, acima do próprio Executivo.

De resto, fica a esperança de que o voto do ministro Carlos Ayres de Britto tenha feito desabar toda a estratégia dos linchadores.

Pois a decisão apertadíssima dá todo direito a Lula de não seguir uma maioria formada unica e tão somente por causa de pusilanimanidade do ministro Dias Toffoli.

Vale abrir um parêntesis.

Na véspera do segundo julgamento, os senadores Eduardo Suplicy e Inácio Arruda, o Carlos Lungarzo e eu estivemos no STF para entregar a cada ministro um memorial do Lungarzo, comprovando com fartura de provas que a Itália praticara torturas e incidira em aberrações jurídicas nos anos de chumbo.

No caso dos demais ministros, preferi ficar quieto. Não tinha afinidade com eles, no máximo simpatia pessoal pelo Joaquim Barbosa e o Marco Aurélio.

Quando chegou a vez de Toffoli, resolvi falar-lhe como companheiro, dizendo que, na luta contra a ditadura, aprendera a conhecer processos como o de Battisti, meras montagens que as autoridades elaboravam e faziam presos políticos corroborarem.

Percebendo a expressão de tédio do Toffoli, conclui que não era companheiro nem cultuava os valores de um companheiro. Não passava de um carreirista em busca do sucesso.

Não deu outra.

E agora, graças à sua omissão, o presidente Lula será obrigado a desagradar um dos lados, com evidente prejuízo político.

Mas, dando o merecido chute no traseiro italiano, apenas repetirá o que Sarkozy fez, sem que o mundo desabasse sobre ele.

Se resolver sacrificar um injustiçado à razão de Estado, vai provocar uma cisão no seu partido, que poderá ser fatal para quem tem como candidata à sucessão uma ex-militante da luta armada.

Além de ver voltada contra si a metáfora que recentemente fez sobre Judas.

Prefiro acreditar que ele tomará a única decisão digna neste caso.

* Jornalista e escritor, mantém os blogues

http://naufrago-da-utopia.blogspot.com/
http://celsolungaretti-orebate.blogspot.com/

* * *

BATTISTI: A SANHA REVANCHISTA DA DIREITA-I

Dentre os que bateram palmas à violação, pelo STF, do asilo concedido a Cesare Battisti por Tarso Genro, ministro da Justiça, são muitos os que enchem a boca para reverenciar o Estado de Direito da Itália. Antes de mais nada, lembremos que antes de Tarso Genro, o presidente François Mitterand, que também tinha critérios humanitários, havia concedido asilo político a Battisti na França. Anos mais tarde, seu sucessor Jacques Chirac, um político de direita, cancelou o asilo a pedido do desclassificado Berlusconi.

Para que a discussão não se enrede em filigranas jurídicas, deixemos claro, desde logo, que o nervo da questão está nos chamados "crimes conexos", muito discutidos entre nós, sob o epíteto "crimes de sangue", por ocasião da luta pela anistia. Sobre eles incide a tentativa de desqualificar a motivação política dos autores de atentados terroristas. Deixemos também claro, entretanto, que não pensamos que basta alegar motivos políticos para merecer "ipso facto" os benefícios do "direito de rebelião" contra um estado de coisas iníquo. Sempre é possível que um ato de violência seja praticado por um fanático tresloucado e que os meios destrutivos empregados sejam manifestamente desproporcionais em relação aos fins alegados. Portanto, no caso de Battisti, como em qualquer outro, cabe examinar os fatos. Mas a direita prefere uivar exigindo sua pele. Já decidiram que ele é um criminoso comum, embora estivesse integrado a um movimento clandestino de extrema-esquerda. (Se ele fosse um fascista, provavelmente os berlusconófilos brasileiros seriam mais compreensivos). Não os perturba o fato de que as provas arroladas contra ele pelo Estado italiano baseiam-se no duvidoso instituto da delação premiada. Tampouco levam em conta as práticas odiosas da polícia italiana, que referimos mais adiante.

Em "Carta aos Migalheiros" (a expressão refere-se ao sítio Migalhas, onde ela foi publicada), Luís Roberto Barroso, o advogado que generosamente assumiu a defesa de Battisti, relembra os fatos decisivos de sua trajetória. Em 1976, com pouco mais de vinte anos, aderiu ao movimento Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), tendo antes participado de Lotta Continua e Autonomia Operaia. O PAC praticou inúmeras ações violentas entre 1976 e 1979 (furtos de carros, furtos em estabelecimentos de crédito, furtos de armas, propaganda subversiva e quatro mortes). "Os mortos foram um agente penitenciário, um agente policial e dois "civis": um joalheiro e um açougueiro. Os dois civis eram ligados à extrema direita, andavam armados e haviam matado militantes de esquerda, em reação a "operações subversivas de auto-financiamento".

"Battisti permaneceu na França [...]por 14 anos. Trabalhou como zelador até tornar-se um escritor reconhecido, publicado pelas principais editoras francesas. Dentre outras coisas, denuncia as arbitrariedades da repressão italiana. Em 1991, a Itália requereu sua extradição, que foi negada pela Justiça francesa". [...] Casou-se e teve duas filhas [...]. Em 2003, mais de 12 anos depois do primeiro pedido de extradição, Sylvio Berlusconi [...] passa a perseguir os antigos militantes que haviam participado dos anos de chumbo. [...] A Itália requer uma vez mais à França, já agora sob o governo de Jacques Chirac, a extradição de Cesare Battisti. A França defere. Antes da execução da decisão, Cesare Battisti foge para o Brasil". (Não sabia que lá o esperava Gilmar Mendes).

É ainda o advogado Luís Roberto Barroso que refere os principais vícios do processo de Battisti. "A trama era extremamente simples: a culpa de todos os homicídios foi transferida para Cesare Battisti, o militante que estava fora do alcance da Justiça italiana, abrigado na França. Sem surpresa, o processo de Battisti foi "reaberto", tendo sido ele julgado à revelia e condenado à prisão perpétua. Sem ter indicado advogado e sem ter sido defendido eficazmente. Detalhe importante: as procurações pelas quais os advogados de defesa teriam sido constituídos foram consideradas falsas em perícia realizada na França. De fato, ao fugir, Battisti deixou folhas em branco assinadas. Tais folhas foram preenchidas anos depois - este o fato comprovado pela perícia -, com nomes de advogados que defendiam diversos dos acusados, indicados pela liderança do PAC (isto é, pelos delatores premiados). Não apenas o conflito de interesses era evidente, como o advogado que "defendeu" Battisti afirmou que jamais falou com ele, razão pela qual sequer poderia contestar as acusações sobre novos fatos imputados pelos delatores premiados".

Perante essa odiosa farsa legal, que moral tem o aparelho judiciário e policial italiano para levar adiante sua implacável caça internacional a Battisti? A perseguição é tanto mais indecente que contrasta com a incompetência, quando não cumplicidade, com que trataram os inomináveis atentados que marcaram a chamada "estratégia da tensão", executada pela Operação Gladio, uma "joint venture" de que faziam parte os serviços secretos do exército italiano, a OTAN, a CIA e sócios menores, mas não menos tenebrosos. O objetivo era desestabilizar as instituições liberais, criando condições para uma solução de força que impedisse o Partido Comunista Italiano, em constante ascensão eleitoral, de chegar ao governo. Vale lembrar que em 1976, com 34% dos sufrágios expressos, ultrapassou a barreira de um terço dos votos, ameaçando desbancar a corrompida democracia cristã da condição de primeira força eleitoral da Itália.

O primeiro dos grandes atentados terroristas em que a Operação Gladio deixou suas impressões digitais ocorreu em 12 de dezembro de 1969, na Banca Nazionale dell'Agricoltura, em Milão, deixando um saldo de 16 mortos e 88 feridos. Nos meses de outono tinham ocorrido intensas lutas sociais, com ampla participação dos s sindicatos, acompanhadas de exaltada agitação dos movimentos da extrema esquerda. Foi o bastante para que a polícia e o aparelho judiciário, postulando, por força de seus próprios preconceitos ideológicos, um vínculo de causa a efeito entre o "autunno caldo" e o infame atentado, saíram prendendo gente da esquerda extra-parlamentar: foram detidos mais de oitenta anarquistas, um dos quais, Giuseppe Pinelli, "caiu" da janela do quarto andar do prédio onde a policia o estava "interrogando". Salvo a lei da gravitação universal, jamais foi oferecido algum esclarecimento sobre essa "queda". Outro, Pietro Valpreda, permaneceu três anos em regime de "detenção preventiva", sobre a base da acusação de um taxista que pretendeu tê-lo visto perto do local do atentado. Televisão e imprensa comerciais aproveitaram a justa indignação da opinião pública para destilar seu habitual a ódio à esquerda. Valpreda virou "o monstro da piazza Fontana" (onde está situado o Banco da Agricultura). Mas salvo a acusação do taxista, nenhuma prova jamais foi encontrada para satisfazer a sanha de seus perseguidores. Mas o Estado italiano tardou dezesseis anos para reconhecer a completa inocência de Valpreda. Tempo bastante para lhe estragar a vida.

Quando enfim começou uma investigação séria, as provas logo apareceram. Com o chefe fascista Giovanni Ventura foram encontradas bombas idênticas às que tinham explodido na Piazza Fontana. O facho Franco Freda, seu parceiro, tinha comprado detonadores numa loja de Bolonha, no dia 22 de setembro 1969. Enfim, ambos estavam em contato estreito com Pino Rauti, um dos dirigentes chefes do Movimento Social Italiano, (mussoliniano), fundador do movimento neonazista Ordine Nuovo e já envolvido nos atentados contra trens de 8 e 9 de agosto de 1969, começo da escalada da Operação Gladio.

João Quartim Moraes

(continua)
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Caim, de José Saramago

Caim, de José Saramago

por Anna Raíssa * – Quando o assunto é diálogo malandro e bem estruturado e personagens sagazes, Quentin Tarantino é com certeza o autor mais lembrado na cultura pop. Depois de Caim, José Saramago pode ser citado ao lado dele como mestre na criação de diálogos irônicos, mordazes e inteligentes – não resisti à comparação.

Leia mais em Amálgama
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Prêmio Zumbi dos Palmares

CONVITE

Entrega do Prêmio Zumbi dos Palmares

Nesta quinta feira, 19/11, será realizado na Assembléia Legislativa de São Paulo a entrega do Prêmio "Zumbi dos Palmares", a partir das 18hs, no Auditório Franco Montoro. A premiação faz parte do calendário da VII Semana da Cultura Negra que é organizada pela Frente Parlamentar de Promoção da Igualdade Racial e é voltada a personalidades ou entidades que realizam um trabalho importante junto à comunidade afro de São Paulo.


Na ocasião o deputado estadual Adriano Diogo vai homenagear com a entrega do prêmio "Zumbi dos Palmares" o Carlão, "O General da Banda Redonda" e o Plínio Marcos, um tributo póstumo pela importância da sua obra para a cultura popular e para o samba paulistano, na data em que completa 10 anos da sua morte.

O General da Banda


O sambista Carlos Costa, também conhecido como "Carlão do Boné", "Carlão O General da Banda" e "Carlão da Vila", começou no Carnaval em 1947, quando tinha 13 anos de idade. Ajudou a fundar a primeira banda carnavalesca de São Paulo, em 1972, a Banda Bandalha, juntamente com o dramaturgo Plínio Marcos. Plínio era o presidente e Carlão, o Vice-Presidente. Em 1974, foi um dos fundadores da Banda Redonda e é presidente desta agremiação até hoje.


Carlão atuou em sete produções do cinema nacional, em filmes como Nenê Bandário (1967), roteiro de Plínio Marcos e direção de Emilio Fontana; "O Pixote" (1981), de Hector Babenco e "Estrada da Vida" (1983), de Nelson Pereira dos Santos e em outras cinco produções.

No teatro participou de nove montagens, entre elas, "O Filho do Cão" (1967), texto de Jean Francesco Guarnieri e direção de José Carlos Cardoso; "O Último Carro" (1978), texto e direção de João das Neves (1978) e Barrela (1980), texto e direção de Plínio Marcos.

Grande Dramaturgo Brasileiro


Plínio Marcos renovou os padrões da dramaturgia nacional, através de enfoque quase naturalista que imprimia aos diálogos e situações, com personagens oriundas de camadas sociais periféricas, sob situações de subdesenvolvimento.

Além de escrever mais de 30 peças teatrais, Plínio também foi ator, diretor, roteirista de cinema, jornalista e grande divulgador do samba paulistano. Ajudou a fundar a primeira banda carnavalesca de São Paulo, a Banda Bandalha, juntamente com o Carlão do Boné.

Sua vida insubmissa, seus textos desbocados e cheios de fúria, sua teimosia em não aceitar cortes, em não negociar com a Censura, levam à proibição de toda sua obra. Proclama-se um "autor maldito", sempre que tem a oportunidade de fazer pronunciamentos públicos.

Plínio Marcos foi traduzido, publicado e encenado em francês, espanhol, inglês e alemão; estudado em teses de sociolingüística, semiologia, psicologia da religião, dramaturgia e filosofia, em universidades do Brasil e do exterior.

Recebeu os principais prêmios nacionais em todas as atividades que abraçou e várias de seus textos foram adaptados para o cinema, como "Querô", "Navalha na Carne", "Dois Perdidos Numa Noite Suja" e "Barrela".
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Luta Antimanicomial

São Bernardo do Campo - São Paulo - Brasil
Foto postada em forum.outerspace.terra.com.br


IX Encontro Nacional de Usuários e Familiares da Luta Antimanicomial e VIII Encontro Nacional da Luta Antimanicomial

Reforma Psiquiátrica: a revolução na comunidade! É hora de afirmar!

De 26 a 29 de Novembro de 2009

São Bernardo do Campo
Região do Grande ABCDMRR - SP

Inscrições e Programação
www.osdevoltaparaca sa.org.br

Informações:
osdevoltaparacasa@ uol.com.br
Tel.: 11 4455-0825
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Procuradoria dos Direitos do Cidadão participa do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental

Nº 87/ Brasília, 17 de novembro de 2009.

Procuradoria dos Direitos do Cidadão participa do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental

A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em Santa Catarina participaram do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental - Caminhos da Cidadania: A construção da rede e o processo de desinstitucionalização, realizado entre os dias 03 e 05 de novembro de 2009 na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Promovido pela UFSC em conjunto com a Associação Brasileira de Saúde Mental (Abrasme/SC) e entidades parceiras, o evento reuniu representantes do Ministério Público Federal, gestores governamentais, parlamentares, profissionais da área de saúde, professores e pesquisadores, além de usuários, familiares e representantes de organizações da sociedade civil que atuam no tema.

Na pauta de debates questões como a reformulação do modelo de atenção em saúde mental, avanços e desafios no processo de desinstitucionalização, serviços oferecidos pelos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todo o País, saúde mental e direitos humanos, reforma psiquiátrica, infância, adolescência e saúde mental.

Na ocasião, a Procuradora Regional dos Direitos do Cidadão Analúcia Hartmann fez apresentação acerca da atuação do Ministério Público Federal no tema saúde mental. A PRDC também sugeriu a realização de audiências públicas para ouvir os diferentes atores e recolher elementos que possam contribuir para aperfeiçoar ps serviços de saúde mental oferecidos no estado.

Para conhecer mais detalhadamente as discussões do VIII Encontro Catarinense de Saúde Mental acesse a memória do evento no site da PFDC: http://pfdc.pgr.mpf.gov.br/eventos/eventos-2009/eventos-2009
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Presentaciones Públicas de Livros


LETRA VIVA EDITORIAL
PRESENTACIONES PÚBLICAS DE LIBROS
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PSICOSIS: DE LA ESTRUCTURA AL TRATAMIENTO

de GABRIEL BELUCCI

El panel estará integrado por Eduardo Said, Leopoldo Kligmann y Pablo Peusner

Coordinación: Alberto Santiere

Miércoles 25 de noviembre de 2009 a las 19.30 hs., en la Universidad de Ciencias Empresariales y Sociales, Paraguay 1239 (Auditorio), Ciudad de Buenos Aires.
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SEXUALIDADES

Disipaciones del Significante, disrupción de lo Real


de JOSÉ LUIS IRAZOLA

El panel estará integrado por Beatriz Sendra, Miriam Bottino y Andrés Zuloaga

Viernes 27 de Noviembre de 2009 a las 21 hs., en el Microcine de la Universidad Nacional de San Luis, en Av. Ejército de los Andes 950, San Luis.
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CARACÚ - Arte Psicoanálisis

Año 1 - Número 1 - Primavera 2009


Presentación a cargo de Jorge Cabrera (poeta) / Presentación musical de Pablo Grinjot

Sábado 28 de Noviembre de 2009 a las 12.30 hs. en la Biblioteca Nacional, Sala “Juan L. Ortiz”, Agüero 2502, Ciudad Autónoma de Buenos Aires.
____________________________________________________________________________

LOS ILUSIONISTAS DEL PODER

El uso de la imagen en la dominación social


de GUILLERMO A. MACI

El panel estará integrado por Patricia Bullrich y Lauro Laíño

Lunes 30 de noviembre de 2009 a las 19 hs. en Eterna Cadencia, Honduras 5574, Ciudad de Buenos Aires.
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ÉTICA E INTERPRETACIÓN: LOS SUEÑOS

de MIRIAM FRATINI

El panel estará integrado por: Gabriel Levy, Alicia Majul y María del Rosario Ramírez

Viernes 4 de diciembre de 2009 a las 20 hs., en la sede de Freudianas, en Gorriti 3677, Ciudad de Buenos Aires.


El Correo de la Comunidad Virtual Russell
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Editor responsable: Jorge Bekerman
Perón 1730, 14º 120
(1037) Buenos Aires - República Argentina
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4º ENCONTRO DE PSIQUIATRIA SOCIAL COM A COMUNIDADE

Porto Algre - Rio Grande do Sul - Brasil
Foto:
Jefferson Bernardes
4º ENCONTRO DE PSIQUIATRIA SOCIAL COM A COMUNIDADE

TEMA: “ PERPECTIVAS ATUAIS NAS POLITICAS PUBLICAS DE SAUDE MENTAL/RS”


SEXTA-FEIRA- 20/11/2009


18h --- INSCRIÇÕES

19.30h – SESSÃO DE ABERTURA

-- Presidente da APRS –

Coordenadora: Sandra M. Soares

Composição da mesa de abertura/ representantes : conselho de medicina, sindicato médico, Associação médica, instituto vida solidária, secretaria estadual da saúde, comissão de saúde do estado,comissão municipal de saúde.

19.50h – MESA REDONDA: CENÁRIO ATUAL DA REDE DE ATENDIMENTO EM SAUDE MENTAL /RS

Convidados:
Patrícia Domingues (RS)-coordenadora estadual de saúde mental
Irma Rossa ( Poa) - coordenador municipal da saúde mental de POA
Juracy Maria Andrade Junqueira Bizzi - presidente - AGAFAPE

Moderador: Ellis A. D´Arrigo Busnello

Secretario: Wilma Elizabeth Güez

21h --- debates.

21.30h –conclusão

SÁBADO 21/11/ 2009


9.00h - 11h. - PAINEL: INDICADORES DE QUALIDADE DE SERVIÇOS DE SAUDE MENTAL .

Expositor : Rafael Candiago

Debatedores: Sergio Louzada e Maria Paz Hidalgo

Moderador: Fernado Lejderman

Secretario: Carlos Ivan Vialle

11.15h – EXPOSIÇÃO : PERFIL DOS SERVIÇOS DE SAUDE DE POA E Gde POA.


12H --- 13.30h --- intervalo

13.30H -15H --- PAINEL: DESAFIOS ATUAIS DA SAÚDE MENTAL:

CAPSi – Silvia Martins

CAPS – Leila Tannous

AMB. ESPECIALIZADO - Carmem Britto

RESIDENCIAIS TERAPEUTICOS E VOLTA PARA CASA – Loiva Leite

GERAÇÃO DE RENDA – Carmem Vera P. Ferreira

Moderador: Martha Helena O. Noal

Secretario : Sandra M. Soares

15h— 15.30h ---- intervalo

15.30H ---16.15H – APRESENTAÇÃO DE GRUPOS ARTISTICOS

16.45h -ENCERRAMENTO

ATIVIDADE GRATUITA – Contribuir com 1 kg de alimento não perecível.

PÚBLICO ALVO:
Gestores de saúde, profissionais e estudantes da área da saúde, associações de familiares e portadores de doença mental, ONGs, usuários de serviço de saúde mental e comunidade em geral.

COMISSÃO ORGANIZADORA: Rafael Henrique Candiago - Sandra Maria Soares- Wilma Elizabeth Guez

REALIZAÇÃO:
Departamento de Psiquiatria Social / Associação de Psiquiatria do Rio Grande do Sul e Instituto Vida Solidária / AMRIGS
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Premiação do Edital Loucos pela Diversidade

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Seminário Goiano Controle Social e Redução de danos

Goiânia - Goiás - Brasília
Seminário Goiano Controle Social e Redução de danos

Data: 19 de novembro de 2009

Horário: 8hs às 18hs

Augustus Hotel (Rua 04 – Centro – Goiânia-GO)

Objetivo:

Fomentar o debate sobre Redução de Danos e traçar conjuntamente estratégias de intervenção e articulação política voltadas à promoção da saúde, fortalecimento do SUS e combate ao estigma e discriminação dirigidas as populações mais vulneráveis.

Público alvo:

- Gestores da Saúde;

- Instancias de Controle Social

- Ministério Público de Goiás

- Universidades

- Sociedade Civil Organizada relacionadas ao tema

Comissão organizadora:

- Associação Ipê Rosa / ABORDA

- SMS / Departamento de Epidemiologia – Coordenação / Diretoria de Atenção à Saúde – Divisão de Saúde Mental Departamento de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde.

Programação:

8:30h – Mesa de abertura

Representante do Ministério da Saúde – Fernanda Nogueira
Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde – SES
Secretário Municipal de Saúde – Sr. Paulo Rassi
Conselho Municipal de Saúde – Sra. Rozilda Rodrigues de Oliveira
Divisão de Saúde Mental – Sr. Leo Machado
Representante da Sociedade Civil – Sr. Elandias B. Sousa

9h – Estratégia de Redução de Danos no Âmbito do SUS

(20’) Palestrante: Fernanda Nogueira – Departamento Nacional de DST/AIDS
(20’) Palestrante: Telma Regina – Programa DST/AIDS – Campo Grande /MS
(20’) Palestrante: Miguel Cordeiro Reis, psicólogo SPAIS / SES
Coordenadora: Aparecida Maria Pereira (CAPS Girassol) 10h – Debate

10:30h – Intervalo

10:45h – Controle Social e as Ações de Redução de Danos

(20’) Palestrante: Edna Flores (Associação Águia Morena – Redução de Danos e Direitos Humanos- Campo Grande-MS)
(20’) Palestrante: Gilmara Santos (REBRARD – Brasília – DF)
Coordenador: Elandias B. Sousa – Conselho Municipal de Saúde de Goiânia

11:30h – Debate

12h – Encerramento

12h às 13h – Almoço

13h – Apresentação cultural

13:20h – Aspectos Éticos e Legais da Redução de Danos

Palestrante: Promotor Robertson Alves (Ministério Público Estadual)
Coordenador: Felipe Aires (Defensoria Pública da União – Goiás)

14h – Debate

14:30h – Vulnerabilidade e Redução de Danos

(20’) Palestrante: Marcelo dos Santos Ribeiro (CAPS Girassol)
(20’) Palestrante: Claudiney Alves (Núcleo da RNP+ - DF
Coordenadora: Shirley Macedo Gomdim (CAPS Girassol)

15:10h – Debate

15:40h – Divisão em grupos para discussão da Agenda de Trabalho para 2010.
(Coordenadores de grupos: Telma Regina, Marcelo, Ivana, Claudinei)

16:20h – Plenária: Exposição das conclusões de cada grupo e elaboração de uma Agenda de Trabalho geral para 2010. (Coordenador: Elandias)

17:20h – Encerramento.

Abraços.

Elandias B. Sousa
Conselheiro de Saúde de Goiânia
Associação Ipê Rosa - Goiânia-GO
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Novembro 18, 2009

Candidato Nelson Noronha agradece ao blogueiro

Nelson Noronha - ICHL-UFAM
Foto: Rogelio Casado - Manaus - Amazonas - Brasil


Professor Nelson Noronha discursa, no ICHL-UFAM, em ato de desagravo à violência sofrida pelo
Professor Gilson Monteiro, agredido por um irmão do vice-governador em sala de aula;
em causa, a autonomia universitária
Prezado Rogelio Casado,

Obrigado pela pulicação de nossa Proposta de Plano de Trabalho para a Direção do ICHL da UFAM. Parabéns pelo seu Blog, o qual tem sido um bastião decisivo na promoção do debate e da democracia em nossa querida Manaus.

Abraço

Nelson Noronha
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Pela libertação de Battisti

Oleo do Diabo

Pela libertação de Battisti

Tenho evitado, nem sei porque, falar sobre o caso Cesare Battisti, mas já expressei por aqui várias vezes minha opinião. Acho que o STF deveria respeitar a decisão do governo brasileiro de conceder refúgio político ao italiano. Não tenho tido tempo e, admito, paciência, para ler as toneladas de documentos pró-Battisti (e alguns contra) que recebo por email, sobretudo porque formei uma opinião muito firme sobre o episódio. Os crimes que ele supostamente cometeu ocorreram há mais de 30 anos. A sua condenação na Itália expirou há mais de 20 anos. O Brasil não tem prisão perpétua. Battisti é um homem notoriamente pacífico há décadas. Recebeu asilo político por mais de 20 anos na França. Outros membros do seu grupo político recebem asilo político na França.

Além disso, eu sou contra o encarceramento de seres humanos. Apenas em casos que eles realmente representam um perigo muito grande à sociedade. De resto, não vejo sentido. Quando leio sobre fugas de presos, sempre sinto alegria e sempre torço para que todos consigam fugir. Por isso, estou torcendo para que Battisti não seja extraditado.

Fiquei, como todos, extremamente decepcionado com o ministro Toffoli, por sua covardia imperdoável em decidir não votar. Teve medo de quê? Agora, ficará tudo nas mãos do Lula, ao que parece, produzindo mais um desgaste do presidente junto ao conservadorismo nacional. Por outro lado, eu fico pensando: será que eles combinaram? Será que os estrategistas políticos em torno do Lula, ou o próprio, querem ter a prerrogativa de libertar Battisti?

Pelo que conheço de Lula, ele não deixará Battisti ser extraditado. Lula é amigo de muita gente da esquerda que participou de movimentos de guerrilha, e ele sabe que a extradição seria uma derrota política para seu governo, pois foi o seu ministro da Justiça quem deu asilo à Battisti.

Ontem, Lula tergiversou sobre o caso, mas deu pistas. Disse que cumpriria a decisão do STF se ela for determinativa. Mas a decisão do STF deverá ser autorizativa, ou seja, a palavra final voltará às mãos do presidente da república e, neste caso, acredito que ele não permitirá a extradição.

Mas quem pode saber? Battisti não parece ter muita popularidade junto à esquerda mundial. Na Itália, criou-se um consenso tenebroso contra a sua figura. Parece que ele se tornou o inimigo público número 1 da Itália. O fascismo cresce na Itália e parece estar arrastando até a esquerda em seu curso avassalador.

O negócio agora é esperar e torcer para que as autoridades brasileiras tenham bom senso e evitem tomar uma decisão que, além de praticamente significar a morte de Battisti (pois ele diz que vai morrer), corresponde a um perigoso precedente contra a instituição do refúgio político no mundo.

Acesse www.oleododiabo.blogspot.com
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Lula, o Filho do Brasil

Lula, o Filho do Brasil
"Lula, o Filho do Brasil"

Com a pré-estreia do já polêmico "Lula, o Filho do Brasil", de Fábio Barreto, o 1º dia do Festival de Brasília promete. A cinebiografia do presidente, inspirada no livro de Denise Paraná, será exibida nesta terça (17) no Teatro Nacional de Brasília com toda a pompa e alguma circunstância que uma obra desse tipo suscita. Trata-se de um desses raros filmes sobre os quais um grande número de pessoas já tem opinião formada - seja contra ou a favor - mesmo antes de tê-lo visto.

Certo de que os 1,4 mil lugares do cinema desenhado por Oscar Niemeyer serão poucos para a noite de hoje, o presidente do Festival de Cinema de Brasília, Fernando Adolfo, providenciou 300 cadeiras extras. Habituado ao público jovem que frequenta o evento, ele incluiu, na aritmética dos convites, o chão do Cine Brasília. "Os corredores são largos, dá para sentar.

"Os organizadores do Festival de Brasília nunca se sentiram tão prestigiados. "Sempre convidamos todo o corpo diplomático e os ministérios. Pela primeira vez, todos aceitaram o convite", diz Adolfo. Pelas contas da organização, haverá, ao menos, 300 pessoas ligadas ao Palácio do Planalto na primeira exibição pública de "Lula, o Filho do Brasil".

Os jornalistas credenciados quadruplicaram em relação a anos anteriores. Já a presença do presidente da República foi confirmada e desconfirmada uma dezena de vezes. A última informação é de que não irá, mas mandará a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.

"A gente não tem a confirmação dele para nada. Ora dizem que vai, ora dizem que não vai", diz a produtora Paula Barreto. O vai-não-vai se estende às exibições no teatro Guararapes, no Recife, nesta quinta-feira, e na Vera Cruz, em São Bernardo do Campo, no próximo dia 28. Fontes ligadas à produção confirmaram, porém, que a exibição em Pernambuco foi remanejada para se encaixar na agenda de Lula.

O Estado natal do presidente é ponto estratégico no mapa do lançamento. O plano era fazer a exibição em Caetés, com a presença da família, mas, no país dos sem-tela, a opção mostrou-se complicada. "Era uma estrutura caríssima e, além disso, os órgãos antipirataria nos desaconselharam. Eles sugeriram que evitássemos exibições a céu aberto", diz a produtora.

Nos cafundós

O triângulo de cidades foi desenhado para dar conta da política, da família e do sindicalismo, envolvendo o filme numa atmosfera emocional. "A partir de agora, o filme vai poder ser julgado pelo que é", diz Bruno Wainer, responsável pela distribuição. "Todo mundo verá que é uma história forte e não tem nada a ver com política."

Será esse também o tom da publicidade que tomará rádios, jornais e ruas em duas semanas. Em 26/12, começa a campanha de TV, tiro final para a estreia nacional, em 1º/1. Até lá, pré-estreias voltadas a sindicalistas e políticos devem correr outras capitais. "Queremos ajudar a divulgar a história de um trabalhador de sucesso para mostrar a importância da filiação aos sindicatos", diz Wagner Freitas, dirigente da CUT, que organiza a venda de ingressos mais baratos para sindicatos.

"Queremos chegar aonde o cinema geralmente não chega", resume Paula Barreto. "Os dois cinemas de Garanhuns, por exemplo, nunca receberiam cópias na semana de estreia." Desta vez, receberão. Programas voltados à exibição de filmes em cidades órfãs de salas, como o Cine Tela Brasil e o Cine Magia, também foram mobilizados pelos produtores do candidato a blockbuster.

"A grande figura do filme não é Lula, é dona Lindu"

Luiz Carlos Barreto, de 81 anos, é o mais conhecido produtor do cinema nacional. Veterano fotógrafo do Cinema Novo (fez a direção de fotografia de Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos), Barretão, como é chamado, sabe o caminho das pedras das leis de incentivo. Não utilizou nenhuma delas na produção de Lula, o Filho do Brasil. "No orçamento de R$ 12 milhões e mais R$ 4 milhões de comercialização não entrou um centavo de lei de incentivo, nem federal, nem estadual nem municipal", declara, mostrando que se precaveu contra críticas futuras.

Ao ser questionado sobre o porque de ter resolvido produzir um filme sobre Lula, ele explicou que esse era um projeto de mais de dez anos. "Comecei a notar, em viagens, que, quando eu dizia que era brasileiro, perguntavam sobre Pelé, Ronaldo, mas também sobre Lula. E eu percebi que não sabia nada. Li o livro da Denise Paraná e achei que ali tinha um filme. Achei que era como uma fábula do tipo 'era uma vez um garoto muito pobre que se torna rei'", contou.

Barreto relata que o filme procura mostrar justamente a parte da vida de Lula antes de ele ser o sindicalista que chegou à presidência. "Mostra a história dele, da infância até a morte da mãe, quando era sindicalista". Em meio às polêmicas em torno do filme, o produtor trata logo de descartar qualquer conotação eleitoral na obra. "Lula não é candidato a nada. E o filme não transfere nada para a Dilma. É uma pressuposição indevida. O filme não é a favor da Dilma. Nem do PT. Depois que as pessoas assistirem, irão ver que a personagem principal é a mãe de Lula, dona Lindu (interpretada por Glória Pires), uma mulher fabulosa, uma lutadora", coloca.

Ele defende que Lula, na verdade, é um produto da dona Lindu. "Por isso, acho difícil as pessoas não se comoverem, sendo pró-Lula ou anti-Lula, com a história dessa mãe. Ela é a raiz desse filme", insiste. E à capiciosa pergunta acerca de sua opinião sobre o presidente, Barreto responde: "Admiro o Lula em vários aspectos, até em seu ar não doutoral, que irrita muita gente. O Lula é o povo brasileiro. Somos nós. Incomoda a quem está preso a modelos estrangeiros. Já votei nele, como já votei em Fernando Henrique e no Serra", conclui.

Com Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo - Via Portal Vermelho

Fonte: Tribuna Petista
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Oficina de Teatro: "Do Moderno ao Contemporâneo"

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Semana em Solidariedade ao Povo Palestino

Semana em Solidariedade ao Povo Palestino

A Semana em Solidariedade ao Povo Palestino, a ser realizada entre os dias 23 e 27 de novembro, é uma iniciativa de alunas/os e professores/as da Universidade de Brasília, apoiada pelo Departamento de Filosofia, pela Diretoria de Esporte, Arte e Cultura (DEA), pelo Instituto da Cultura Árabe (ICArabe-SP) e pelos diretores do filme “A chave da casa” que permitiram sua exibição*. Sua realização neste período está relacionada ao “Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino”, celebrado anualmente no dia 29 de novembro, a fim de relembrar a Partilha da Palestina sancionada pela ONU, em 1947, e as graves conseqüências decorrentes desta decisão para seu povo.

O propósito do evento é proporcionar uma reflexão histórica e política sobre a Palestina, especialmente no que se refere ao conflito árabe-israelense e à formação de um grande contingente de refugiados. Para tanto, serão realizados, no Anfiteatro 9 e na Biblioteca Central desta universidade, debates, exposições de poemas, charges, e mostra de filmes.

*Agradecemos a Stela Grisotti, Paschoal Samora (diretores), Krishna Mahon (produtora) e Regina Debonis pela cessão do filme “A chave da casa” para exibição nesta mostra.
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Imagens da Amazônia: natureza e humanidade

Amazônia
Foto: Antônio Negrão

Imagens da Amazônia: natureza e humanidade

Na próxima quinta-feira, dia 19 de novembro, às 17h, o Museu da Amazônia – Musa recebe o antropólogo Gilton Mendes dos Santos, que ministra a palestra “Imagens da Amazônia: natureza e humanidade”.

O pesquisador antecipa que vai abordar as várias imagens, das paisagens ecológica e humana, construídas sobre a Amazônia. “Tais imagens são aquelas construídas tanto pelas teorias científicas (naturais e humanas) quanto pelo ideário sobre a região e sua gente nativa. Todas elas, no entanto, fazem parte de uma Constituição Moderna, valendo-se da oposição entre natureza de um lado, e cultura do outro – o que se opõe radicalmente às concepções tradicionais e indígenas, em que tal dicotomia não faz o menor sentido”, afirma. Gilton Mendes enfatiza ainda que pretende abordar as teorias nativas, que estabelecem um continuum social entre humanos e não humanos, promovendo uma dissolução da natureza.

Professor da Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e pesquisador do Núcleo de Estudos da Amazônia Indígena – NEAI do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social/UFAM, Gilton Mendes atua na área de Etnologia Indígena, com ênfase nos estudos da relação Sociedade e Natureza, manejo de recursos naturais, cosmologia indígena e conhecimentos tradicionais.

Próximas palestras:
Novembro
26 – “Cosmologia, Ambiente e Práticas Alimentares Baniwa” - Luiza Garnelo (Fiocruz)

Dezembro
03 – Júlio César (Fiocruz)
10 – Museu Amazônico – Sérgio Ivan
17 – "O outro - Meu Espelho"– Victor Py Daniel

--

Jane Dantas
Jornalista (MG07326JP)
Assessora de Comunicação Museu da Amazônia - Musa
Fone: +55 92 32363079 / 9197 Cel.: 8128 5070
Skype: dantas.jane
Msn: janesdantas@hotmail.com
E-mail: jane@museudaamazonia.org.br, ascom@museudaamazonia.org.br
www.museudaamazonia.org.br
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A música de Villa-Lobos

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“Uma tela na parede”, de Renato Augusto Farias de Carvalho

Renato Augusto Farias de Carvalho
Acervo Livraria Valer

Manaus, 16 de novembro de 2009

A Livraria Valer e a Editoração têm a satisfação de convidá-lo(a) para o lançamento do livro “Uma tela na parede”, de Renato Augusto Farias de Carvalho. O evento acontecerá no dia 21 (sábado), às 10h, na Livraria Valer, situada na Av. Ramos Ferreira, 1195, Centro.


Renato Augusto Farias de Carvalho lançará no dia 21 de novembro, às 10 horas, na Livraria Valer (Av. Ramos Ferreira, 1195 – Centro) o livro de memórias romanceadas, sob o título Uma Tela na Parede. Irmão do poeta Carlos Farias de Carvalho, integrante do Movimento Madrugada, Renato viveu parte da sua juventude em Manaus. Mudou-se para o Rio de Janeiro, onde formou-se em Letras e construiu a sua carreira literária em Niterói, onde vive há 30 anos. As palavras grafadas por ele neste romance fluem por um ideário semelhante ao proposto por Octavio Paz em relação ao poema simbolista e ao quadro cubista – "o visível revela o invisível".

Desde as primeiras linhas as palavras visíveis vão desenhando um invisível mundo de grande sensibilidade: as confissões feitas ao sabor das águas do velho Rio Amazonas, os igarapés de Manaus e personagens verdadeiramente insólitos – Dona Myrtes, Tenâncio, Maria Helena da Chapada e tantos outros... não compõem apenas uma história, mas, ao reverso, dão cor à imaginação, pintando-a com tintas literárias, filosóficas, sociológicas, históricas, geográficas, todas com engenho e arte.O leitor embarca literalmente num sem-número de viagens – ao Rio de Janeiro, a Lisboa, Berlim, Roma e a muitos universos interiores. Um ir e vir com instantes fantásticos, ao embalo de poemas de Cora Coralina, além de um pouso numa casa mística em Niterói.

Dentro desse tom, Renato Augusto, até nas entrelinhas, vai dizendo para o leitor: "Nossos personagens "vivem" onde moram as imagens mais íntimas, resguardadas por uma benevolente estrutura gravada no sólido eu-mesmo de cada um. De repente, a gente tropeça. Um chão se anula. E os personagens se extinguem nas fendas". Fendas de onde saem, ou entram, vidas e vidas que, por instantes, aspiram à felicidade. Vivos e mortos, seres eternizados, numa tela na parede. Imagens em palavras, palavras em imagens, telas dinâmicas em narrativas que permanecem quando se chega ao colorido verbo do final do livro. Uma tela na parede merece destacado lugar na galeria dos grandes romances.

Sobre o autor
Renato Augusto Farias de Carvalho nasceu em Manaus/AM no dia 30 de junho de 1935. Em sua terra natal, estudou no Colégio Salesiano Dom Bosco. Na cidade do Rio de Janeiro/RJ, para onde se mudou em janeiro de 1952, continuou seus estudos no Colégio Andrews, tendo participado do Grêmio Acadêmico, que ajudou a fundar. No início de 1978, passou a residir em Niterói/RJ. Graduou-se em Letras (Língua e Literatura – Português/Francês) na então Faculdade de Humanidades Pedro II (FAHUPE). Pós-graduou-se em Administração Pública na Fundação Getúlio Vargas. Exerceu diversas funções e cargos na Previdência Social (Direção Geral – RJ), aposentado-se em 1989. Ocupante da cadeira nº 6 da Academia Niteroiense de Letras, também é membro do Cenáculo Fluminense de História e Letras e da Associação Niteroiense de Escritores. Publicou os seguintes livros: Porto de Ocasos (ficção/memórias. 1998. Editora Cromos), Poesia-do-que-eu-quis (poemas. 2002. Editora Cromos) e Vinho e Verso (poemas. 2005. Ed. Valer). Entre as diversas medalhas já recebidas, destacam-se a José Cândido de Carvalho (conferida pela Câmara Municipal de Niterói) e a do Mérito Cultural Belas Artes (conferida pala Associação Fluminense de Belas Artes). Participou, como entrevistado, do projeto “Personalidades de Niterói”, iniciativa da Associação Atlética do Banco do Brasil – AABB/Niterói. Autor dos enredos carnavalescos “Jorge Amado – do País do Carnaval à Tieta do Agreste” (1978) e “E agora malandro? – Você ganhou a loteria!” (1979), desenvolvidos para Escolas de Samba de Niterói, e de monografia sobre o Clube da Madrugada (movimento cultural de escritores amazonenses nos anos 1950). Das muitas palestras proferidas, destacam-se: “Teatros do Brasil” (participação de Beatriz Chacon e Thuany Feu de Carvalho), “Fagundes Varela”, “Cora Coralina e Manoel de Barros (participação de Gracinda Rosa e Lena Jesus Ponte), “Xavier Placer, 50 anos de literatura”, “Adelino Magalhães, e o pré-modernismo”, “Cora Coralina e Florbela Espanca, um encontro tão possível”, “Articulação poética aproximando Luiz Barcellar e Jorge Tufic” e “Lindalva Cruz e suas composições amazônicas”. É autor de contos e crônicas publicados em jornais e revistas e de alguns prefácios. Possui textos em antologias.

Evento: Lançamento de livro
Livro: Uma tela na parede
Autor: Renato Augusto Farias de Carvalho
Data: 21 de novembro de 2009
Horário: 10h
Promoção: Livraria Valer e Editoração
Local: Livraria Valer – Av. Ramos Ferreira, 1195, Centro.
Quanto: Entrada franca
Contatos: Valer – 3635-1324
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Grupo Tortura Nunca Mais

Grupo Tortura Nunca Mais-RJ

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Brasil: Violência no Rio de Janeiro - o desafio de mudar
A Anistia Internacional tem graves preocupações com o que parece ser uma situação interminável de medo, de violência criminal e de excessos policiais a que foram condenados centenas de milhares dos cidadãos mais pobres do Rio de Janeiro.
(leia mais...)

Ata de Reunião AREDH - 10/10/09
A Rede contra a Violência, as Mães de Maio de São Paulo, a Associação de Famiiares de Vítimas de Violência do Espírito Santo, e a Campanha Reaja e a Asfap na Bahia, irão realizar no dia 10/12, Dia Internacional dos Direitos Humanos, atos simultâneos nos quatro estados, todos em frente aos Tribunais de Justiça (Em SP deverá ser em frente ao Fórum de Santos).
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Nota da CPT-MG à Imprensa e à sociedade
Geralda Magela da Fonseca, conhecida carinhosamente como "Irmã Geraldinha, freira dominicana da Congregação Romana de São Domingos - CRSD - por causa da atuação pastoral libertadora de Irmã Geraldinha ela tem sofrido uma série de ameaças de morte, assim como membros do Acampamento Dom Luciano e militantes do MST na região. E, pior: as ameaças estão se intensificando.
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A produção de um "novo" massacre?
É clara a campanha nacional de criminalização dos movimentos sociais no Brasil e, também, é nítida a participação nesse processo de setores de nossa sociedade comprometidos com a defesa da propriedade privada em detrimento de sua função social. Englobando essa campanha ainda temos nossas mídias impressas e televisivas veiculando matérias e reportagens que criam fatos e divulgam versões de acontecimentos desmoralizando movimentos e suas bandeiras de luta.
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Brasil é denunciado na CIDH por escravidão e violência em prisões
Várias organizações de defesa dos direitos humanos que operam no Brasil denunciaram hoje perante a CIDH que persistem a escravidão e as lutas para controlar a terra no país, além da violência institucional em centros penitenciários. O Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil) e outras associações expuseram essas e outras denúncias em uma das audiências do 137º período de sessões públicas da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), que acontece em Washington até sexta-feira
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Campanha irrita familiares
Parentes e entidades ligadas a desaparecidos políticos reclamam do governo Lula, que lança propaganda em busca de informações junto à população, mas não abre arquivos secretos da União

Fonte: http://www.torturanuncamais-rj.org.br/
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Ditadura Militar na Bahia

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