Julho 05, 2009

Hora de prece: no ar Momentos de Jazz


É hora de ouvir Momentos de Jazz. Antes faça uma prece pela existência de Humberto Amorim. Sem ele não teríamos a boa música no horário de almoço dos domingos. Da minha parte, minha oração, de joelhos, vai para o grande Oscar Peterson, que você pode ver aqui. Leia a programação do Momentos de Jazz de hoje:

É a mais pura verdade. A partir do meio dia deste domingo, como dizem os americanos: "Jazz is king in Manaus!". Onde? Nas ondas da Rádio Amazonas FM 101,5 (www.amazonasfm.com.br).

O programa "Momentos de Jazz" vai iniciar, fazendo o lançamento nacional do disco debut do cantor Matt Belsante que escolheu um repertório pra lá de eclético, misturando com muita sensibilidade, a música dos Beatles (I Saw Her Standing There), Ary Barroso (Aquarela do Brasil), Gary Brooker (A Whiter Shade of Pale) e outros "standards". Este moço vai muito longe. Talento não lhe falta.

Em seguida, outro lançamento de peso. A cantora canadense Sophie Milman, primeiramente, lançou o CD "Take Love Easy", quarto da carreira, no Canadá em Maio último. No dia 10 de Junho, o mesmo CD foi simultaneamente lançado no Japão e Estados Unidos. Valeu a pena a espera. Sophie conta com o back up de uma banda articuladíssima e percebe-se claramente o entrosamento reinante entre a cantora e os músicos, principalmente nos improvisos, que marcam o conteúdo musical deste álbum, que traz no repertório músicas de Cole Porter, Johnny Mercer, Paul Simon, Duke Ellington, Alan Bergman e Tom Jobim, e que está sendo avaliado pela crítica especializada, num primeiro momento, como um "must have".

A cantora brasileira Leny Andrade será a estrela da última noite do Amazonas JazzFest que irá acontecer em Manaus em julho no Teatro Amazonas. Leny, infelizmente, é uma ilustre desconhecida do grande público consumidor de música na atualidade, entretanto, possui currículo invejável, marcado pelo envolvimento no movimento da bossa nova e com grandes nomes da música internacional. Vamos desfrutar na audição, o show que ela gravou ao vivo no Teatro Rival no Rio.

Nota - Os ouvintes que acertarem pelo tel 32165504, o país de origem de Sophie Milman, concorrem a um exemplar do CD "Take Love Easy" que será lançado.
O melhor ainda está por vir.

Até jazz!

Humberto Amorim
produtor/locutor

O mar não tá pra peixe em São Paulo

Ilustração publicada em compartilhandoletras.com
Nota do blog: O nome dos peixes acima certamente você desconhece, como o significado dos acrônimos abaixo, mas uma coisa é certa: tão sacaneando trabalhadores de saúde mental comprometidos com o SUS no município de São Paulo e não é de hoje, conforme a denúncia que se segue:

Olá a todos e a todas,

gostaria de comunicar a demissão de dois companheiros de trabalho, coordenadores de NASF, que estavam contratados pela SPDM e foram demitidos por defenderem o SUS e não a terceirização da saúde.

Isto aconteceu também com uma das gerentes da UBS Ilza Hutzler, que esteve conosco desde 98 quando da implantação da ESF por David Capistrano Filho e seus companheiros, por motivos não explícitos.

O boato que corre é que os que foram da ideologia do Qualis II devem ser eliminados, pois não condizem com as diretrizes da SPDM.

Será que devemos nos importar com o que está acontecendo com a Saúde no município de SP?

Quem poderá intervir em processo tão invisível que só aparece depois que o estrago já está feito?

Estou denunciando isto desde a demissão de David Capistrano Filho em 2000 e que nunca mais conseguimos recuperar aquilo que foi implantado por ele e seus colegas de trabalho.

É uma pena assistir a tudo isto.

L.
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A lição de Imperatriz

Nota do blog: O Encontro Municipal sobre Álcool e Outras Drogas, em Imperatriz - Maranhão, já rolou, mas vale a pena registrar de quem nem só de CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) para problemas mentais severos e persistentes vive a reforma psiquiátrica brasileira. Dela também participam os CAPS para abusadores de álcool e outras drogas, em número bem menor do que deveria existir. O evento lava a alma dos militantes do movimento de Redução de Danos, que ultimamente tem sofrido várias derrotas. Mais de 300 pessoas participaram do encontro. A apresentação cultural ficou por conta dos usuários do CAPS ad Girassol. Vitória do movimento RD, tímida mas significativa. Enquanto isso, o Amazonas continua virgem... de iniciativas dessa natureza. E na Saúde Mental brasileira por que ainda é tímida a expansão da rede de AD? Rossana Rameh é quem responde:

“[...] sempre me questionava sobre a dificuldade na assunção do tema pela Saúde Mental como um todo, e entre várias "explicações" ou compreensões sobre a problemática, além das respostas mais clássicas sobre o fato de que AD era tema de segurança, religião, justiça e polícia, encontrei alguns pontos que me ajudaram a refletir. Principalmente a partir da experiência aqui de Recife, no período da expansão da rede de AD.

Um trecho de entrevista da minha dissertação:

"O relato abaixo também sugere possíveis motivações para a dificuldade de incluir os transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas na área de Saúde Mental:

O diálogo de álcool e drogas com outros transtornos sempre foi muito ruim. Desde a primeira Conferência Nacional de Saúde Mental, na segunda Conferência de Saúde Mental sempre foi difícil, porque eu acho que os grandes precursores da Reforma Psiquiátrica no Brasil não estudaram álcool e droga, então, como eles não estudaram, eles não iam falar sobre aquilo que eles não estudaram. E por outro lado eles sempre deixaram essa questão de álcool e droga pra depois, porque a questão dos direitos humanos, do psicótico, era de fato muito mais acentuada do que... então, era mais aquela política do bolo. Quando o bolo crescer a gente divide. Mas a questão do psicótico ela é tão absorvente e ainda é um desafio tão grande que não sobrava tempo pra se discutir a questão de álcool e drogas... além da questão do poder... de ter que dividir o poder... (Informação Verbal).

"Outra fala:"

[...] o primeiro diálogo que se estabelece com o todo da saúde mental, esse é um diálogo que é o mais estreito e o mais difícil, porque ai é competição de irmãos, e competição de irmãos leva a lutas fraticidas de ocupação de espaço. Então é diferente de você dialogar com educação, é diferente de você dialogar com a saúde clínica, com a cardiológica porque não há briga de espaço. Quando você fala da relação da rede que trabalha álcool e drogas e da rede que trabalha os outros transtornos você vai ter uma briga de irmãos e de espaços. E isso historicamente, no país e fora do país... O programa de álcool e droga no país ficou parado durante muito tempo, porque ele tentava acontecer por dentro da saúde mental e sempre que ele tentou acontecer por dentro da saúde mental teve muita dificuldade. Porque o desafio da saúde mental é muito grande e não sobrava tempo e espaço pra aquele irmão menor que vinha surgindo, que vinha da sua especificidade [...] (Informação Verbal)".

E essa:

"As grandes reformas modelares do mundo ocidental, que foram as reformas italiana e a reforma espanhola, todas as duas deixaram de fora a parte de álcool e drogas e hoje ainda a rede pouco dialoga e estão entregues a uma filosofia inteiramente diferente daquela filosofia... Na Itália, por exemplo, que é a grande ideóloga da reforma mundial, foi a Itália, mas a rede de álcool e drogas ainda é uma rede que tem uma postura mais conservadora de qualquer um outro. Ainda continua sendo internamentos de 1 ano, de 2 anos, ainda continua sendo a coisa muito religiosa, pouco amadurecida do ponto de vista da compreensão do homem, então o que é um grande paradoxo (Informação Verbal)".

Bom, tem outros pontos levantados a partir das entrevistas [...]

Rossana Rameh
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Julho 04, 2009

Esquizofrenia: o tema do momento


A Rede Globo abriu espaço na novela das oito para a questão da esquizofrenia. Confira a entrevista do ator que interpreta um esquizofrênico.

Veja, também, a entrevista que trata do tema esquizofrenia.
Vou fazer uma palestra sobre Reforma Psiquiátrica e Lógica Antimanicomial na Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas. Na volta comento esse evento da TV brasileira.

Só hoje pela manhã (05.julho), retorno ao tema depois de uma agrádável acolhida pelos organizadores do Grupo de Estudos Avançados de Psiquiatria da UEA. Sobre esse encontro comentarei oportunamente. Voltando à vaca fria.

Seguinte: O grande desafio para a autora de Caminho das Índias, ao tratar da questão da esquizofrenia no horário nobre da TV brasileira, era fugir dos estereótipos mais banais e não se deixar afetar pela mexicanização das novelas brasileiras, especialmente depois que esse padrão foi rompido pela dramaturgia recordista, que oscila entre a exploração da ascensão da violência no país à mais desbragada ficção científica made in Brazil. A exceção fica por conta do camelô-mor do Brasil que obteve concessão pública para explorar e vender esperança e romances na programação da sua emissora de televisão. Confesso que cheguei a pensar que o primeiro surto psicótico do jovem ator Bruno Gagliasso (pronuncia-se galiasso) fosse tratado a camisa-de-força, recurso dramático obrigatório no rol da dramaturgia popularesca. Apesar das limitações impostas pelo padrão global, a autora consegue dar ares mais modernos ao personagem, mas curva-se às imposições da Vênus Platinada em não fazer referência aos serviços substitutivos vigentes no país conhecidos pelo acrônimo CAPS – Centro de Atenção Psicossocial. Sabe-se, vagamente, que a ambientação onde circulam os personagens que enlouqueceram (vale lembrar que a palavra louco, de aplicação polissêmica no cotidiano dos humanos, vem sofrendo restrições entre usuários letrados e iletrados, sobretudo pelo caráter estigmatizante de uma das suas acepções) foi inspirada em serviços assemelhados ao CAPS. Ora, assemelhado não quer dizer igual. Se os personagens ganham em humanidade, o telespectador é vagamente informado de que em algum lugar do campo da saúde mental brasileira há vida inteligente, que pôs fim ao horror dos manicômios. Para a Rede Globo não interessa reconhecer os acertos do Sistema Único de Saúde. Daí a indefinição sobre a clínica do Dr. Castanho. Parece um CAPS, mas não é. Clínica privada também não é, do contrário personagens vindos das classes populares não teriam acesso ao equipamento. Então é conveniada? Em se tratando da dramaturgia global, tudo é possível, pois como dizia o imortal Tim Maia: “Tudo é tudo; nada é nada”. Quem sabe não seria um desses híbridos criados na administração do tucanato paulista que entregou na mão de algumas OSCIP / OS a implantação de serviços que, a rigor, são de responsabilidade do poder público. Como se sabe tucanos adoram uma privatizaçãozinha. Paremos por aqui, voltemos ao mundo real, o da entrevista em tela. Nela a mesma interdição do mundo ficcional. Não se fala do modelo de saúde mental no país, reconhecido pelos seus méritos até pela OMS – Organização Mundial de Saúde, e que inspirou a autora em sua história. Mas a realidade se fez presente na fala do imortal Ferreira Goulart. O poeta, contratado da TV Globo, surge na tela em entrevista editada – certamente para reduzir o impacto da crítica ao modelo atual de atenção em saúde mental, do contrário faria contraponto ao modelo CAPS –, deixando brechas para críticas sobre as dificuldades de acesso aos serviços de saúde, o que já foi muito pior no modelo manicomial. Lamentavelmente, nenhum dos entrevistados explorou essa deixa. A Rede Globo ao desencardir o discurso crítico do poeta, pai de dois filhos esquizofrênicos, deixa o plano material das contradições do sistema de atenção à saúde mental para ir ao plano mais metafísico, digamos assim. Os que esperavam um debate mais crítico frustraram-se no café da manhã. Mas certamente só os “idiotas da objetividade” não reconhecem que pautar um tema nunca antes acessível a 30 milhões de telespectadores é uma mão na roda, ainda que tenha sido desprezada, na segunda entrevista, qualquer menção à extraordinária experiência em saúde mental na cidade de Belo Horizonte, cidade natal de uma das entrevistadas. Valeu pela coragem em se por à disposição da redução do preconceito que ronda a vida dos que viveram e vivem surtos psicóticos. Sem dúvida a emissora deve e muito mais e melhores informações sobre a cena de saúde mental atual. Cabe ao movimento social da luta por uma sociedade sem manicômios cobrar suas responsabilidades sociais. À luta, companheiros(as)!

Bah, tchê! Que baianada é essa?

Acervo da SEMSA de São Lourenço - Rio Grande do Sul - Brasil
Nota do blog: Antes que alguém atire a primeira pedra (basta o mau humor de uma professora que não gostou de ler a postagem sobre o fuzuê provocado pela discussão do uso de imagens religiosas nas repartições públicas no glorioso estado do Piauí), vou logo esclarecendo o termo Baianada, sf. 1. Serviço de campo mal executado, feito por pessoa que não entende do assunto ou feito por baiano (Antigamente, para as guerras do sul, procediam valentes tropas do norte, cujos soldados não sabiam montar à maneira dos sulistas. da Bahia vieram numerosas tropas, daí o nome); fiasco. 2. Erro ou inobservância dos costumes gaúchos. 3. Grupo de baianos (maus cavaleiros) - Dicionário Gaúcho Brasileiro - Ed. Artes e Ofícios, Porto Alegre, 2003. Ufa! Como dá trabalho ser politicamente in/correto. Dito isso, registro minha perplexidade com a iniciativa da Secretaria Municipal de São Lourenço em sua caminhada contra o crack, classificada pela mídia corporativa como uma "epidemia". Os redutores de dano dão um duro danado no enfrentamento do complexo fenômeno do uso abusivo de drogas (quanto às práticas, abordagens e, sobretudo, a linguagem utilizada pelos meios de comunicação) e eis que esse deslize(?) conceitual - epidemia - é assumido publicamente por gestores e entidades da sociedade civil de São Lourenço-RG. Isso me lembra o conceito de "grupo de risco" usado para identificar a rede de pessoas envolvidas na pandemia da AIDS; se o conceito era correto epidemiologicamente, seu uso no cotidiano serviu aos interesses dos setores que discriminavam socialmente os sujeitos soropositivos. Rolam pedras, Sísifo!

* * * * *

25/06/2009 - São Lourenço Reúne Centenas de Pessoas em caminhada Contra o Crack

A Secretaria Municipal de Saúde, através do CAPS ad C.A.R.E.T.A realizou nesta quinta-feira (25) a caminhada “São Lourenço enfrentando o crack”.

Centenas de pessoas caminharam pela rua central da cidade carregando faixas e cartazes alertando para o perigo que representa a droga.

A delegada de polícia do município Vivian Sander, que acompanhou a atividade, ressaltou a importância da mobilização, “o crack é hoje uma epidemia e um problema de saúde pública e São Lourenço está de parabéns por empenhar-se nesta luta contra a droga”.

Para o secretário de Saúde, Arilson Cardoso, cada pessoa tem que se transformar em um agente no combate a essa disseminação das drogas e principalmente do crack, “por isso estamos nesta caminhada, este não é um problema apenas do poder público, mas que deve ser enfrentado por toda a comunidade”.

Estiveram presentes representantes de entidades da sociedade civil, conselho tutelar, polícia civil, sindicato, comércio local, secretarias municipais, estudantes e comunidade em geral.
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A difícil arte da separação

Paulo José e Domingos Oliveira
Criatura e criador do clássico "Todas as Mulheres do Mundo"
Foto postada em
www.clicrbs.com
[ Amálgama ]

Flip, Mesa 3: A difícil arte da separação (2 de julho)
Flip, Mesa 2: A verdade mais ficcional que se pode contar (2 de julho)
Richard Dawkins na Flip 2009
Duplas sertanejas curiosas, parte 1
Depeche Mode – Sounds of Universe

Flip, Mesa 3: A difícil arte da separação (2 de julho)
Posted: 03 Jul 2009 03:03 PM PDT

por Vanessa Souza, em Paraty – O amor tira a liberdade, mas a separação é desagradabilíssima – afirmou Domingos de Oliveira, ator, dramaturgo e cineasta, na mesa literária intitulada Separações, debate dividido com o escritor e editor Rodrigo Lacerda [no início do post], no segundo dia da FLIP. O tema separação foi abordado trazendo como gancho o filme Separações, de Oliveira e o livro Outra Vida, de Lacerda.

Domingos disse ser especialista em separações, já que casou seis vezes. “Na primeira separação eu descobri a psicanálise e logo depois o álcool. Na segunda, tinha três namoradas e brochava com todas. Na última separação eu sofri muito, desagreguei e criei o filme Separações. Todo solteiro quer casar, e todo homem casado quer ficar solteiro”, divagou. Para ele, são muitas as indagações do amor. Por que o amor acaba? Por que dói tanto quando o amor acaba? Por que nos dilaceramos, o que é que dói? “É mais que uma angústia, é uma febre, a dor de amor. Dói por não ser mais o que era. E o que se perde quando se perde o amor? A perda do objeto sexual? Não, tem muita mulher por aí”, responde o que não tem resposta.

Para Domingos, não são razoáveis as explicações psicológicas, tal como a perda da fantasia como causa do sofrimento. O cineasta pondera que a grande dor é o horror da solidão, já que quando se perde a convivência com a pessoa amada, perde-se também um grande ouvinte. Outra indagação de Domingos foi se o amor é necessário. Ele conta que há várias fases em uma separação. A negação, a negociação, a revolta – “quero te matar sua filha da puta, essa puta tá dando para todo mundo” – a aceitação – “a gente arranja outra namorada ou a mulher volta” – e o estado final é o estado de graça.

Lacerda leu trecho de seu Outra Vida, justamente no momento em que os personagens, banais e cotidianos nas palavras dele, estão brigando em uma rodoviária, em um instante que vai decidir se eles vão ou não se separar. A escolha dos personagens banais, que não fazem parte do mundo literário e artístico – uma vendedora de loja e um funcionário público –, para Rodrigo, se deve ao fato de que passamos 99% de nossas vidas fazendo coisas banais. “Ou a gente (re)significa esses momentos, ou a vida fica insuportável. Se você não consegue (re)valorizar isso, fica sem escape”.

Domingos discorda. Para o cineasta não há banalidade no mundo, ela é aparente. A vida das pessoas é um turbilhão, a questão é ver mais de perto, ou mais de longe. Ele acredita que é preciso conhecer a arte para conhecer a vida. A função do artista é essa, explicar a vida de forma superior. “É tão belo que eu tenho que contar, é tão trágico que eu tenho que contar”, assinala.

Quando indagado sobre a identificação com os personagens, Rodrigo contou que seus leitores acham que toda sua obra é autobiográfica – “inclusive mulher prostituta, mãe viciada”. “Nesse livro eu quis escrever sobre pessoas diferentes de mim”. Ao final, Lacerda homenageou Domingos ao ler um trecho de um de seus filmes. “O homem lúcido sabe que ele é o equilibrista nas cordas da existência”. Domingos, com mãos trêmulas que bateram muitas vezes os óculos no microfone durante o evento, se emociona.

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Julho 03, 2009

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Justiça condena acusados pela morte de Damião Ximenes

Acervo Irene Ximenes
Nota do blog: A notícia mais importante da semana que termina, para o movimento social que luta por uma sociedade sem manicômios, é a condenação dos responsáveis pela morte de Damião Ximenes. Só para refrescar a memória: o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, em 2006, a indenizar os familiares de Damião Ximenes, garantir a investigação e a punição dos responsáveis pela sua morte. A sentença foi magistral ao preservar a importância do modelo de atenção em saúde mental no país, mas não garantiu a não-repetição de outras mortes. Por essa e por outras, ao denunciar os hospícios como instituições do terror, é que vários trabalhadores de saúde estão sendo processados por entidades ligadas à psiquiatria conservadora. Marcus Vinicius Oliveira, ex-vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, é um dos que responde a processo. Por essa e por outras é que Irene Ximenes, irmã de Damião, não descansou enquanto não criou o Instituto Damião Ximenes no Ceará. A luta contra a impunidade continua.

Justiça condena seis acusados
O Povo/CE

Quinta-feira, 02 de julho de 2009


Foram condenados a seis anos de prisão, inicialmente em regime semiaberto, os apontados como responsáveis pela morte de Damião Ximenes numa clínica psiquiátrica em Sobral, em 1999. Após quase dez anos de espera, foram condenadas seis pessoas consideradas responsáveis por maus-tratos que resultaram na morte de Damião Ximenes Lopes na Casa de Repouso Guararapes, em Sobral (a 230 km de Fortaleza). O juiz da comarca do município, Marcelo Roseno de Oliveira, fixou a pena em seis anos de prisão, cumprida inicialmente em regime semiaberto. A irmã de Damião, Irene Ximenes, classifica a sentença como “suave” e diz que vai recorrer da decisão.

Damião, que completaria 40 anos em 2009, foi internado pela família para tratar de problemas mentais e foi encontrado morto na clínica, com escoriações por todo o corpo e lesões compatíveis com espancamento e tombos, de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML).

Foram condenados pelo caso o dono da casa de repouso, depois fechada, Sérgio Antunes Ferreira Gomes, os auxiliares de enfermagem Carlos Alberto Rodrigues dos Santos, Elias Gomes Coimbra e André Tavares do Nascimento, a enfermeira-chefe Maria Salete Moraes Melo de Mesquita e o médico que estava de plantão no dia, Francisco Ivo de Vasconcelos.

“Para nós ainda não houve justiça. Foi um crime bárbaro, ele foi torturado de uma forma cruel e desumana. Ninguém foi para a cadeia e parece que ninguém vai, porque talvez ainda recorram”, afirma Irene. Tanto os condenados como a família da vítima podem recorrer ao Tribunal de Justiça do Ceará e, a depender da decisão nessa instância, levar o caso para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou Supremo Tribunal Federal (STF).

A morte de Damião teve grande repercussão por ter sido o primeiro caso brasileiro a chegar à Corte Interamericana de Direitos Humanos, tribunal máximo da Organização dos Estados Americanos (OEA). O Brasil foi condenado, em 2006, por violações de direitos humanos, tendo de pagar uma indenização à família. O Estado também deveria determinar mais rapidez nos processos do caso julgados pela Justiça brasileira.

Na sentença, o juiz Marcelo Roseno de Oliveira reconhece a demora no julgamento e aponta como um dos motivos a complexidade do processo, por envolver vários réus e quase 40 testemunhas. A advogada Renata Lira, que acompanha o caso pela ONG Justiça Global, avalia que mesmo com os fatores apontados pelo magistrado, “por se tratar de um crime de maus-tratos com todos os indícios, houve uma demora altamente injustificável”.

A advogada reconhece um avanço nas políticas de saúde mental desde a morte de Damião Ximenes, mas detecta que o mesmo não acontece com a investigação e punição dos crimes em clínicas psiquiátricas. “Se esse caso foi até uma corte internacional e demorou dez anos, imagina os tantos outros que ficarão sem nenhuma resposta”, ressalta Renata Lira. O POVO não conseguiu contato com os sentenciados, nem com seus advogados.

HISTÓRICO DO CASO

>1º de outubro de 1999
Damião Ximenes tem ataque de nervos e é internado na Casa de Repouso Guararapes como paciente do SUS.

> 3 de outubro de 1999
Damião, segundo o relatório médico, teve de ser contido à força por um enfermeiro, quando teria se machucado.

> 4 de outubro de 1999
A mãe, Albertina Ximenes, vai visitá-lo por volta de 9 horas e o encontra sangrando, nu, com dificuldade para respirar e as mãos amarradas para trás. Damião é levado ao médico do hospital, que receita remédios sem examiná-lo. Duas horas e meia depois, Damião morre. No mesmo dia, o médico Francisco Ivo retorna à clínica e aponta no relatório que a causa da morte foi “parada cárdiorrespiratória”. O corpo de Damião é levado para o IML em Fortaleza. O laudo foi “morte indeterminada”.

> 13 de outubro de 1999
A mãe de Damião apresenta o caso à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia.

> 17 de agosto de 2006
Sentença da Corte da OEA condena o Brasil a pagar uma indenização de US$ 150 mil à família de Damião.

> 29 de junho de 2008
O juiz da comarca de Sobral condena os seis apontados como responsáveis pela morte de Damião pelo crime de maus-tratos.
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Enlace Zapatista

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Actividades en apoyo de los compañeros del CNI
Información del ataque paramilitar a compañeros del CNI.
COMUNICADO URGENTE NO. 2 del CNI, 2 de julio de 2009.

Actividades en apoyo de los compañeros del CNI
Posted: 02 Jul 2009 03:34 PM PDT
Actividades en apoyo de los compañeros del CNI

Información del ataque paramilitar a compañeros del CNI.
Posted: 02 Jul 2009 02:20 PM PDT
Información del ataque paramilitar a compañeros del CNI.

COMUNICADO URGENTE NO. 2 del CNI, 2 de julio de 2009.
Posted: 02 Jul 2009 01:44 PM PDT
La COMISIÓN POR LA DEFENSA DE LOS BIENES COMUNALES DE LA COMUNIDAD INDÍGENA DE SANTA MARÍA OSTULA comunica que el cobarde ataque perpetrado el pasado día 29 de junio en contra de nuestros comuneros y comuneras por parte de un grupo de choque contratado por seis supuestos pequeños propietarios mestizos de La Placita.
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Imagens religiosas em órgãos públicos

Nota do blog: Por mim não vejo problema nenhum com imagens religiosas em órgãos públicos, desde que a imagem seja a do glorioso São Jorge. Templos e terreiros agradecem. Tambores vão rufar e preces e orações louvarão a iniciativa.

[ Amálgama ]

Imagens religiosas em órgãos públicos

Posted: 02 Jul 2009 08:03 PM PDT

por Daniel Lopes – Fuzuê no Piauí desde a última terça, 30. A pedido de diversos grupos civis e religiosos, o Ministério Público fez audiência para debater a legalidade das imagens religiosas (ou seja, católicas) em órgãos públicos. Os proponentes da audiência sustentam sua defesa na Constituição Federal: “É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.”

E então o mainstream católico reagiu. Pessoalmente, conheço uns poucos católicos que reagiram a favor da retirada das imagens, e um dos grupos que propôs a audiência pública foi o Católicas pelo Direito de Decidir, mas a maioria encarou com animosidade a discussão no MP. Por que essa maioria é contra a retirada das imagens sagradas (para ela) das instituições públicas?

A vereadora Teresa Brito (PV) lembrou na Câmara de Teresina que o Brasil é o maior país católico do mundo. Mais: o Piauí é um dos mais católicos estados da católica federação, e Teresina é uma das mais católicas capitais dentre todas as católicas capitais do país. Ou seja, a tradição católica é muito forte, o catolicismo brasileiro e o piauiense em particular ultrapassam o mero aspecto religioso, estando profundamente enraizado em nossa cultura e por aí vai.

Na audiência do dia 30, o capelão da Assembleia Legislativa (você consegue imaginar um negócio mais… esquisito?) também invocou a profunda tradição católica para se posicionar contra a ação.

Fazem melhor a vereadora e o capelão em procurar argumentos mais convincentes. Ambos lembraram que a maioria esmagadora de piauienses é católica, mas um dos principais objetivos da democracia é evitar a ditadura da maioria. E a Constituição não diz nada parecido com “Estes artigos ficam revogados em caso de direto confronto com tradicionais manifestações do povo brasileiro.” Aliás, não poucas vezes constituições nacionais são criadas para romper com certas tradições que se provaram inadequadas aos novos tempos.


O capelão disse que a medida é uma “provocação” dos evangélicos, e relatou um caso recente em que certo grupo evangélico teria chutado velas acesas por senhoras católicas. Sim, é possível que alguns deles estejam se aproveitando da situação para provocar. E agridem mesmo, não só católicos, mas principalmente adeptos de religiões afro — há vários relatos e estudos abordando esse problema. Além do que, sabemos que poucos desses líderes evangélicos defenderiam um “Estado laico” se fosse a sua religião a majoritária. Mas nesse caso temos que reconhecer: não estão invocando uma guerra santa nem evocando o papel de “anticristo” do Papa a fim de que as imagens sejam retiradas de órgão públicos – estão invocando o artigo 19 da Constituição, e até aí merecem consideração. (E depois, também pesando a favor da retirada das imagens, há o direito daquele pequeno mas existente grupo A que ninguém lembra, ninguém sabe, ninguém viu.)

O pior é que o não-argumento da “tradição/maioria católica” é o mais forte que escutei ou li nos últimos dias por estas bandas brasileiras.

Carlos Augusto, um ex-deputado estadual e hoje comentarista político da TV Meio Norte, falando em seu quadro do jornal do início da tarde sobre a questão das imagens, perguntou se vão proibir agora as joalherias de venderem bijuterias com crucifixos e arrancar os crucifixos dos pescoços das pessoas. Outro não-argumento, como se vê, pois o MP discute a retirada de imagens de órgãos públicos. Por que confundir o telespectador?

Essa última linha de raciocínio não faz parte apenas do repertório do, por assim dizer, baixo clero. Antes da ação no Ministério Público, mas também explicando os traços da sua igreja na estrutura do Estado, o arcebispo de Teresina, dom Sérgio da Rocha, disse em entrevista à TV Antares, pública, que as pessoas precisam entender que “o Estado é laico, mas a sociedade não é”. Exácto, meu bom homem. Mas o que se debate já há algum tempo não é a retirada de imagens da sua casa ou da casa do leitor deste texto, apenas, ora veja, dos espaços públicos. A parcela da sociedade que não é laica continua sendo não-laica e você, como um importante representante dessa parcela, continuará concedendo entrevistas à tevê pública. Por que confundir os fiéis?

Se os católicos brasileiros não estão satisfeitos com a Constituição do país, que lhe critiquem abertamente e digam que os símbolos de sua igreja são superiores a qualquer de seus artigos, ou façam lobby no Congresso para alterá-la. Ficar confundindo a cabeça do rebanho é a saída menos honrosa.

Para fechar com o pior de todos os argumentos que me aplicaram. Ontem à noite, na tradicional rádio Pioneira (que faz parte da Rede Católica de Rádio), o repórter-comentarista Gil Gomes, repercutindo o discurso da vereadora Teresa Brito, disse que as imagens deveriam permanecer em locais públicos, desde que, claro, os evangélicos também sejam representados nesses espaços. Foi a primeira vez que escutei essa proposta, que acredito ser inédita, então tomem nota: a solução para a questão da presença dos símbolos católicos nos espaços do Estado não é sua remoção e a obediência à Constituição, mas o aprofundamento do Estado não-laico, com símbolos de todas religiões. Pergunta inevitável: à capela da Assembleia vão se juntar templos de todas as denominações protestantes? E cabe outra dúvida: haverá vaga para símbolos de religiões não-cristãs?

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Fundação Ford pensa que engana

Acervo Rede de Comunicação e Solidariedade - Tefé-AM
Nota do blog: Em Tefé (Amazonas), os alunos da Escola Normal Superior da Universidade Estadual do Amazonas usam o teatro para discutir a comunicação livre.

Fundação Ford pensa que engana

Publicado por denisforigo em quinta-feira, 2 julho 2009

por Mário Augusto Jakobskind, retirado do Brasil de Fato

A Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), marcada para os dias 1, 2 e 3 de dezembro, em Brasília, está sob ameaça. Em vez de se tornar um marco histórico na área midiática, como ainda esperam os movimentos sociais, poderá se transformar numa arena dominada por forças que defendem interesses econômicos poderosos.

Disputam espaço os grandes proprietários de veículos de comunicação agrupados na Associação Nacional de Jornais (ANJ) e na Associação Brasileira de Empresas de Rádio e TV, a Fundação Ford (FF), que dissimulada procura de todas as formas estar presente inclusive ofertando verba para a Comissão Pró-Confecom. Pior, dinheiro aceito de bom grado, mas não por unanimidade como em outras questões, por entidades representativas dos movimentos sociais.

E como se deu o avanço da FF na Confecom? Quando o governo federal decidiu reduzir em sete milhões o orçamento da Conferencia, a FF não perdeu tempo e ofereceu “generosamente”, por enquanto, 68 mil reais para a comissão organizadora, que pretende elaborar uma cartilha de comunicação.

Nos bastidores, grupos e representantes de ONGs vinham defendendo e justificando a “generosidade” da FF em financiamentos de entidades. Até mesmo alguns veteranos destacados militantes na área de comunicação vinham considerando a FF como uma espécie de “nova entidade”, ou seja, diferente da que atuava no período da Guerra Fria. Como num passe de mágica, representantes de entidades financiadas pela Fundação a apresentavam como se ela nada tivesse a ver com o passado recente em que atuava em conjunto com a CIA, conforme comprova investigação do Congresso estadunidense.

Os mais radicais ingênuos defensores da FF chegaram a afirmar que ela só manteve o nome antigo porque a mudança seria problemática e poderia até obrigá-la a sair do zero, o que acarretaria um atraso em suas atividades.

Como se isso não bastasse, entusiastas da “generosidade da nova Ford” garantem que ao financiar algumas entidades, a FF não exige nenhuma contrapartida, a não ser a prestação de contas dos gastos para os quais o dinheiro foi liberado. Tal afirmação não resiste a menor análise.

Neste momento, o interesse da FF na Confecom, ao contrário do que dizem os defensores da Fundação, tem um objetivo institucional pré-determinado, qual seja o de promover os valores dos Estados Unidos através da “livre circulação da informação. A FF se coloca como defensora incondicional dos “valores democráticos” e, como afirma em sua página na Internet, tem por objetivo “levar a democracia ao mundo”, algo muito parecido com a filosofia colonialista do Ocidente no século XIX que dizia que tinha como missão “levar a civilização aos povos tribais africanos”.

E com essa filosofia, no caso específico da Confecom, a FF pretende que em um novo marco regulatório da área midiática seja permitida a entrada sem restrições dos gigantes internacionais do setor e ainda por cima tenta neutralizar o Estado como propulsor da mídia pública.
Democracia para a FF é isso. A FF, que nunca em sua história deixou de pregar prego sem estopa, tenta assim possibilitar liberdade total para que empresários como Rupert Murdoph com a sua Fox News e outros barões internacionais da mídia tenham garantida por lei a atuação sem limites no Brasil. Mas essa filosofia precisa ficar dissimulada, pois se mostrasse o verdadeiro objetivo a Fundação não conseguiria arregimentar defensores.

Como em outros tempos a FF estava com a imagem queimada, para se tornar mais palatável decidiu adotar outro tipo de estratégia, aproximando-se inclusive de entidades e ONGs com discursos progressistas. Nesse sentido, ela encontrou um caldo de cultura bastante fértil numa certa esquerda fascinada pelo neoliberalismo.

No caso da Conferência Nacional de Comunicação, embora possa não ser percebido por muitos militantes bem intencionados, o pano de fundo da FF é mesmo a redução do Estado e facilidades para a “livre concorrência” dos gigantes oligopólios internacionais. Se conseguirem, no panorama midiático do Brasil ficará ainda mais forte o esquema do pensamento único. E o País remará contra a corrente na América Latina, onde em outros países o Estado tem sido o principal propulsor do fortalecimento da mídia pública.

Por estas e muitas outras, é preciso que por aqui os movimentos sociais rediscutam a questão da aceitação de ajuda da FF e se mobilizem intensamente no sentido de evitar que os barões midiáticos nacionais e internacionais se tornem os proprietários eternos dos espaços midiáticos. E afastar os tentáculos da Fundação Ford, até porque não tem sentido uma conferência que discutirá e deliberará sobre a mídia no Brasil tenha verbas de entidades estrangeiras. O Poder Público não pode se ausentar e diminuir o orçamento destinado à Confecom.

Mário Augusto Jakobskind é jornalista e escritor. Atualmente é correspondente do semanário uruguaio Brecha e membro do conselho editorial do Brasil de Fato.

Fonte: Camará - Coletivo de Comunicadores Populares
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Julho 02, 2009

Companhia de Teatro Cururu de Tanga apresenta: A Loucura da Razão


Nota do blog: Estou em fase de teste de um link nomeado como midiateca, onde pretendo abrir espaço para textos de dissertação de mestrado, tese de doutorado, artigos científicos e ensaios no campo da saúde mental, bem como material institucional produzido no mesmo campo. A idéia é fazer circular os saberes construídos no processo de luta por uma sociedade sem manicômios. Entre outros objetivos, pretendo fazer desse espaço uma fonte de pesquisa para estudantes em formação e trabalhadores de saúde mental interessados em ampliar, renovar e praticar novas abordagens que atendam as demandas das pessoas com transtornos mentais. No momento, estou oferecendo para sua degustação umas das peças de teatro da minha Companhia de Teatro Cururu de Tanga. Divirta-se com as peripécias de Platãozinho no tempo em que a humanidade se encheu de razão.
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Lançamentos Biscoito Fino

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AMAZONAS: artistas excluídos da programação cultural da SBPC


INDIGNAÇÃO

SBPC Cultural – “Amazônia: Ciência e Cultura”

AMAZONAS – A Exclusão Cultural

Os artistas, produtores, promotores e consumidores da cultura produzida em Manaus estão indignados com a indiferença e o descaso do Governo do Estado do Amazonas com a cultura aqui produzida.

Agora mesmo os artistas do Amazonas estão prestes a perder uma rara oportunidade de mostrar seus trabalhos a um público altamente qualificado, de todo o Brasil, que vem participar de 12 a 17 de julho, na UFAM, da 61ª. Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento vai reunir diariamente em Manaus cerca de 20 mil pessoas, sendo 5 mil pessoas entre cientistas, dirigentes de mais de 30 sociedades científicas, professores e alunos de todos os Estados do Brasil que se juntarão aqui aos mais de 15 mil universitários, professores, pesquisadores e alunos de 2º. Grau do Amazonas e Região. Por uma semana Manaus será sede do maior evento científico e cultural da América Latina, que, bem apropriadamente elegeu como tema para este ano o binômio “Amazônia – Ciência e Cultura”. Dentro da Reunião Científica a realização da Reunião Cultural.

O governador do Amazonas, na Reunião da SBPC de Belém em 2007, convidou a SBPC a se reunir em Manaus. A SBPC elegeu como mote para a Reunião de Manaus “Amazônia – Ciência e Cultura”. O Movimento Cultural Uakti, apoiado pela Associação dos Pesquisadores do INPA, acreditou no governador e no tema da SBPC e, ofereceu ao Governo Estadual, anfitrião do grande encontro, uma programação digna de representar a diversidade cultural de sua gente (veja grade em anexo e um resumo abaixo). Foram mais de 5 meses de intenso trabalho e mais de 500 artistas mobilizados. Literalmente os artistas estão prontos “invadir culturalmente” a principal universidade pública do Amazonas, mostrando a todos que a Amazônia não é só catástrofe, pobreza e queimadas - como sempre aparece na mídia - mas que também possui arte, 25 milhões de pessoas, e uma cultura digna de ser estudada, aprendida, copiada, divulgada.

No entanto, apesar dos apelos, cartas e reuniões, a menos de duas semanas do evento, o Governo do Estado continua indiferente. Nenhum centavo para os artistas locais. Se quiserem mostrar seus trabalhos, que o façam de graça, pois, artista não passa necessidade. É paradoxal que logo o governo do Estado do Amazonas, tão cioso em proteger a biodiversidade, ignore sua sócio-diversidade, deixando, mais uma vez, os artistas locais do lado de fora. A indignação é geral.

Não sabemos mais a quem apelar, para que essa oportunidade não seja perdida.

O que fazer para conscientizar nossos executivos da importância da Reunião Cultural?

A Programação

Para a elaboração da SBPC Cultural foi solicitado o apoio e a indicação de entidades de classe e produtores culturais que ajudaram a selecionar alguns dos melhores músicos instrumentistas do Amazonas (inclusive o violonista Sebastião Tapajós e dois grupos indígenas que querem mostrar instrumentos musicais fabricados por eles e bem diferentes daqueles nossos conhecidos); alguns dos melhores grupos de dança contemporânea; Show “O Encontro das Águas e dos Poetas” com músicas, poemas, compositores e intérpretes que trabalham com a temática água; Show “Os rios da minha aldeia” com os melhores músicos de cada Estado para cantar seus rios (Nilson Chaves, Pará; Zé Miguel, Amapá; Sérgio Souto, Acre; Eliakin Rufino, Roraima; e Bado, de Rondônia); performances teatrais super engraçadas e provocativas; alguns dos melhores grupos de expressão afro-brasileiras; as 10 melhores toadas do boi-bumbá de Parintins; os 10 melhores sambas-de-enredo das Escolas de Samba de Manaus (inclusive os que homenagearam o INPA, 50 anos e a UFAM, 100 anos); resgates culturais (como a música de beiradão); uma releitura/homenagem ao compositor amazonense Chico da Silva; uma mostra dos melhores grupos do Festival Folclórico do Amazonas (cangaço, quadrilha, boi-bumbá, ciranda e dança internacional); uma super coletiva de artes plásticas; exposição de fotografias; mostra de vídeos e cinema; culinária regional. Em resumo: quase 500 artistas mobilizados.

William Nazaré
Presidente da ASPI
Coordenador dos Projeto Uakti e Memória da Ciência e da Cutura na Amazônia
Membro da Comissão da SBPC Cultural

***

Breve histórico da SBPC

Uma sociedade com princípios

Fundação e crescimento da SBPC

A SBPC foi fundada em 1948 com a missão de defender a ciência e os cientistas brasileiros e contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, tomando posição em questões de política científica e programas de desenvolvimento científico e tecnológico que atendam aos reais interesses do país.

Fazem parte da SBPC cientistas, técnicos, profissionais, amigos da ciência, estudantes, pessoas dos mais diversos interesses, mas que acreditam na importância da ciência.

Objetivo e missão da entidade

A SBPC é uma entidade civil, sem fins lucrativos com sede nacional em São Paulo, mas presente em outros Estados por meio de secretarias regionais que promovem encontros e atividades de difusão científica em todo o país.

A entidade organiza reuniões anuais com a participação de sociedades e associações científicas das diversas áreas de conhecimento, nas quais comparecem milhares de cientistas, professores, estudantes, profissionais liberais e demais interessados na discussão de temas ligados à ciência e tecnologia nacionais.

A SBPC publica livros e revistas entre as quais se destacam: Ciência e Cultura. A SBPC deu origem e tem vínculos com o Instituto Ciência Hoje, uma organização social de interesse público sem fins lucrativos, responsável pelas publicações "Ciência Hoje", "Ciência Hoje das Crianças", os livros da série "Ciência Hoje na Escola" e o site de divulgação científica "Ciência Hoje On-line". Além disso, a SBPC deu origem à "Comciencia", revista eletrônica de jornalismo científico e edita os "Cadernos SBPC".

O INPA – O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia foi fundado em 1954 e é um dos maiores instituto de pesquisas científicas e de defesa do meio-ambiente do Brasil.

A ASPI é uma entidade civil sem fins lucrativos criada em 1986 que desde seu início promove a integração entre cientistas e artistas, através de Projetos Culturais como o Uakti (1989) e Memória da Ciência e da Cultura na Amazônia (oito documentários em DVD). A ASPI está em dia com todas as suas obrigações fiscais e trabalhistas e recebeu recentemente uma moção de apoio da Assembléia Legislativa do Amazonas por seu projeto de memória. Todos os seus diretores são cientistas doutores.

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Caso Damião Ximenes que levou a fechamento de Hospital Psiquiátrico em Sobral (CE) é julgado: 6 condenados

Foto postada em http://y00iy.tk
Nota do blog: Aos companheiros(as) que testemunharam contra a violência que resultou na morte de Damião Ximenes, aos familiares que persistiram na luta por justiça, os cumprimentos fraternos deste blogueiro. Ao Tófoli e ao Marcos Vinicius, os agradecimentos por terem enviando o link para a reportagem da TV Verdes Mares - http://y00iy.tk/ de onde foi retirado o texto abaixo:

O juiz da comarca de Sobral, Marcelo Roseno de Oliveira, condenou a seis anos de reclusão os seis apontados como responsáveis pela morte de Damião Ximenes Lopes, em uma casa de repouso em Sobral.

Eles foram condenados pelo crime de maus-tratos que resultaram na morte de Damião Ximenes, em outubro de 1999. Internado para se tratar de problemas mentais, Damião foi encontrado com as mãos amarradas, sangrando pelo ouvido, e cheio de hematomas pelo corpo. O paciente morreu logo depois.

O caso revoltou os moradores de Sobral e ganhou destaque pelo País. Acabou sendo julgado e condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por violação dos direitos de portador de doença mental. Os seis condenados são: Sérgio Antunes Ferreira Gomes, dono da casa de repouso; os auxiliares de enfermagem Carlos Alberto Rodrigues dos Santos, Elias Gomes Coimbra e André Tavares do Nascimento; a enfermeira-chefe Maria Salete Moraes Melo de Mesquita; e o médico que estava de plantão no dia do assassinato, Francisco Ivo de Vasconcelos. Os condenados devem cumprir a pena, inicialmente, em regime semi-aberto.

Fonte: TV Verdes Mares
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Salve Maria Quitéria, grande guerreira brasileira!

Nota do blog: Em Manaus, o Gimnasyo Pedro II (homenagem ao último imperador brasileiro) era conhecido nos anos 1960 como Colégio Estadual do Amazonas, em franco desrespeito à legislação brasileira que garante a manutenção do nome do imperador nos logradouros públicos mesmo depois da proclamação da república. Tanto que a praça D. Pedro II até hoje é assim nomeada em homenagem à memória do filho de Pedro I. Este último foi quem tornou o Brasil independente de Portugal em 1822. Outros logradouros não tiveram a mesma sorte, como o atual Largo da Matriz, até fins do século XIX conhecido do Largo da Imperatriz. Os republicanos não queriam saber das memórias do império. Algo parecido com o que os arrivistas, daqui e de além selva, fizeram com a cidade de Manaus após a implantação da Zona Franca no final dos anos 1960. Envergonhava-lhes a memória da estagnação econômica advinda da derrocada da borracha. Manaus só não está mais desfigurada por obra do "divino espírito santo" e por tímidas ações de tombamento do patrimônio histórico. Faltou coragem de tombar todo o quadrilátero histórico que vai do Boulevard Amazonas à Barão de São Domingos, do igarapé do São Raimundo ao Igarapé de Educandos. Foi naquele ginásio que durante os anos 1960 tive na disciplina de história uma das nossas mais temidas professoras. Chamava-se Alzira Filgueira. Em todas suas provas tirava nota 10. Nos debates entre turmas, ninguém rivalizava com meu invulgar talento para discorrer sobre períodos históricos como se as tivesse vivido. Jactâncias à parte (era só o que me faltava aos 56 anos de idade), lembrei-me de Alzira, que morava ao lado da sede do Nacional Futebol Clube (demolido nos anos 1980), na rua Joaquim Sarmento, porque hoje - dia 2 de julho - é dia da Independência da Bahia. E se há uma das personagens mais atraentes nessa história é justamente a figura de Maria Quitéria, que se notabilizou nas guerras de independência do Brasil. Muitos soldados das tropas portuguesas permaneceram no Brasil, mesmo depois de proclamada a república. Quitéria foi à luta. Invulgar personalidade. Conheçam um pouco do "espírito que animava essa patriota". Que palavras curiosas! O termo patriota caiu em descrédito; o espírito é um vocábulo que foi desencarnado da sua força original e animação hoje virou expressão carnavalesca. Arre! Vamos às palavras de Maria Quitéria.

***


EU GOSTARIA DE ENTRAR NUA NO RIO...

Eu gostaria de entrar nua no rio, caso estivesse no sítio do meu pai. Mas estou aqui entre homens, somos todos soldados, e o banho no Paraguaçu é forçado. Os portugueses de uma canhoneira bombardearam Cachoeira, então um bando de Periquitos, e entre eles eu e mais cinco ou seis mulheres, entramos no rio, de culote, bota e perneira, dólmen abotoado e baioneta calada.

Queríamos que os agressores desembarcassem para o combate em água rasa da margem. E eles vieram, aos brados. Traziam armas brancas. Alguns as mordiam com os dentes. O encontro deu-se num banco de areia, com água pela cintura. Senti quando a água fria subiu pelas pernas, abraçou as coxas e espalhou-se pelas virilhas.

Um toque frio, desagradável. Com o calor da luta, tornou-se morno. E houve um instante em que eu tinha água pelos seios. Senti que os mamilos se enrijeciam sob a túnica. Pensei outra vez no sítio, na rede em que costumava embalar-me. Ali tudo era cálido, os panos convidavam ao sono. Aqui, luta-se pela vida, pela nossa Cachoeira, pela Pátria.

Mas uma voz secreta me sopra que também luto por mim. Estou guerreando, sim, para libertar Maria Quitéria de Jesus Medeiros da tirania paterna, dos sofridos afazeres domésticos, da vida insossa. Ah, eu combato, com água no nível dos peitos, pela libertação da Mulher, pela nova Mulher que haverá de surgir. Minha baioneta rasga o ventre de um português que não quer reconhecer a Independência do Brasil gritada, lá no Sul, pelo Imperador D. Pedro.

***


AH, EU MORRO DE VERGONHA!

Nunca pensei em pisar num palácio. Quitéria, eu disse a mim mesma, foste criada para andar de pés nus e cabelos ao vento. Quitéria, és uma tabaroa. E no entanto, o que fizeram de mim? Ou melhor, o que a vida fez de mim? Nunca pensei que, ao pegar em armas, ao entrar naquela guerra do Recôncavo, eu acabaria aqui, hoje, nesta recepção palaciana. O Imperador vai entrar.

É ele, é ele. Altaneiro no porte, com aquelas dragonas douradas, o dólmen justo salientando o peito, a barba negra. A gente conhece logo um Imperador pela barba e, também, pelo jeito direto e franco de olhar. Um olhar sem medo, u, olhar dentro dos olhos —olhar de quem tudo ousa, de quem sabe que tudo pode.

Cavalheiro distinto, garboso e galante, o Imperador. Irritou-se com as exigências de seus compatriotas, reunidos num concelho chamado Cortes, e, a cavalo, soltou o grito. Foi fácil, aqui no Rio de Janeiro e em São Paulo, porque havia um José Bonifácio, havia outros antigos conspiradores em prol da Independência. Pois D. João VI não havia previsto, não havia aconselhado: “Pedro, algum dia o Brasil se separará de Portugal. Se assim for, põe a coroa sobre tua cabeça, antes que algum aventureiro lance mão dela”.

Entra o Imperador no salão espelhante, cheio de cadeiras e canapés forrados de veludo verde e vermelho. Um luxo. Faianças, cristais, candelabros, pesados reposteiros. Deve ser bom viver aqui nestes luxos, mas prefiro os meus matos, os campos rasos da minha terra. Estou atordoada, com uma zoeira nos ouvidos, mal entendo o que diz em discurso o nosso comandante. Ouço palavras soltas: “heroína”, “mulher valente”, “amor à Pátria nascente”.

“Agüenta, Quitéria”, eu digo aos botões da minha túnica. “Tu não és soldado, mulher?” Abro os olhos, o Imperador está diante de mim, curva-se e sorri. Tenho vontade de passar a mão naquela barba negra que parece seda. Mas a minha palma é calosa, com certeza o Imperador retrocederá, assustado — e me prendem. Fecho de novo os olhos. O Imperador me condecora, um sujeito de roupa espalhafatosa lê um papel em que me concedem um soldo para o resto dos meus dias. A Pátria agradece, mas, francamente, eu não pensava em recompensas. Os dedos do Imperador D. Pedro tocam-me a gola, roçam-me o busto. Ah, eu morro de vergonha. Quem diria que eu, Quitéria, donzela criada quase solta pelos campos, com os animais, seria alvo de tantos olhares neste palácio do Campo de São Cristóvão? As damas de saia arrastando no chão só faltam me comer com os olhos. Tenho o rosto em fogo, as orelhas ardem. Será que vou dar chilique em público?”


Fonte: Vidas Lusófonas

Nota do blog: Conheça mais sobre MARIA QUITÉRIA - Heroína das guerras pela independência do Brasil: 1792(?) - 1853(?) - em Vidas Lusófonas
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Reforma Psiquiátrica e Residência Médica em Psiquiatria

Foto: Marquinhos - Abraço simbólico na Assembléia Legislativa - Manaus-Am, 16.05.2008
Nota do blog: Quando o artigo abaixo foi escrito estava em pleno exercício da coordenação estadual de saúde mental, no ano de 2006. O Amazonas havia implantado 3 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Já a fotografia acima foi feita no primeiro ano dessa coordenação, em 2003, quando o poder público dialogava com o movimento social e juntos realizaram o primeiro dos quatro abraços simbólicos com o objetivo de reduzir o preconceito contra pessoas com transtorno mental e pela aprovação de Lei de Saúde Mental. Esta seria sancionada em outubro de 2008, quando a Residência Médica em Psiquiatria estava no seu segundo ano de existência. O cenário atual é preocupante: não há diálogo entre o movimento social e o poder público e a residência médica enfrenta dificuldades financeiras. Quanto aos CAPS, andou pingando mais dois fora de Manaus: 1 no município de Iranduba e 1 no município de Rio Preto da Eva. Com os municípios de Parintins e Tefé somam 4 CAPS no interior. Como temos 62 municípios no Estado, faltam 57 prefeitos manifestarem interesse em criar políticas públicas no campo da saúde mental. Se a Residência Médica em Psiquiatria não for assumida pelo poder público, mais uma vez o futuro da reforma psiquiátrica no Amazonas estará comprometido.

Reforma Psiquiátrica e Residência Médica em Psiquiatria

O ano de 2006 encerra com dois eventos emblemáticos: a implantação do CAPS 1000, em Fortaleza-CE, e o concurso para a primeira Residência Médica em Psiquiatria, no estado do Amazonas. Ambos os eventos contribuem para a consolidação da Reforma Psiquiátrica no Brasil.

Desde os anos 1990, o Ceará oferece exemplos de administrações públicas municipais comprometidas com o patinho feio da saúde pública: saúde mental. Algumas dessas experiências foram premiadas. Fortaleza desencantou com a chegada do PT à prefeitura. O CAPS a ser inaugurado é o 10º. da cidade.

No momento em que a psiquiatria conservadora inunda a mídia com críticas ao modelo de saúde mental adotado no país há mais de 10 anos, o poder público municipal de Fortaleza dá uma demonstração inequívoca de compromisso com os princípios éticos da Reforma Psiquiátrica brasileira. Além de trabalhar pela criação de uma sociedade sem manicômios, responde a um dos maiores desafios da atualidade: criar serviços para abordagem do uso abusivo de álcool e de outras drogas no Brasil.

No Amazonas, a Reforma Psiquiátrica está longe de ser consolidada. Os primeiros passos foram dados no início dos anos 1980. Entretanto, a cultural manicomial foi mais forte. Nos anos 1990, as ações limitaram-se à prática da desospitalização, em franca oposição ao processo de desinstitucionalização da doença mental. Esta última exige a oferta de serviços que compatibilizem tratamento com reabilitação psicossocial para todos os seus usuários, capaz de conciliar demandas clínicas com demandas sociais. Os CAPS – Centros de Atenção Psicossocial – e os Centros de Convivência são equipamentos fundamentais na mudança do modelo de atenção à saúde mental.

São três os números de CAPS existentes no Amazonas; um na capital e dois no interior do estado. Os números são tímidos. Podem aumentar se houver vontade política para tanto.

Embora o Amazonas não seja um caso único, há uma modalidade de CAPS impossível de ser viabilizada à falta de um profissional na sua equipe multiprofissional: o médico psiquiatra. Nada a ver com qualquer caráter de excepcionalidade para esta categoria, como a que marca o discurso dos defensores da Lei do Ato Médico. É que sem ele não existe CAPS tipo III, que funciona 24 horas, a exemplo da cidade de Belo Horizonte que possui sete serviços desse tipo, todos com psiquiatras na equipe.

A criação da primeira Residência Médica em Psiquiatria no estado do Amazonas pode por fim à carência de médicos psiquiatras, sem os quais nenhum município poderá criar CAPS tipo III. É bem verdade que tão cedo nenhum dos nossos 60 municípios criará esse tipo de serviço, previsto para populações acima de 200 mil habitantes. E, por enquanto, apenas Tefé tem uma psiquiatra no seu quadro funcional, o que permitiu a criação de um CAPS tipo II, em regime de dois turnos de funcionamento.

Evidentemente, não há impedimento para o município de Manaus criar CAPS tipo I, para o qual está previsto na equipe um médico com formação em saúde mental, como forma de atender as demandas de uma cidade com mais de 1,5 milhão de habitantes, enquanto médicos concluem sua formação na residência médica em psiquiatria, oferecida através da parceria entre Governo Estadual e Universidade Federal do Amazonas, cujas provas ocorreram no último dia 17, para 7 candidatos em disputa de 3 vagas.

Dona Cândida, uma sábia mulher, sócia, com seus dois filhos portadores de transtorno mental, da Associação Chico Inácio, pergunta quais as garantias de que os médicos residentes venham a abraçar os princípios da Reforma Psiquiátrica em defesa de uma sociedade sem manicômios? Como não repetir o mau exemplo da psiquiatria conservadora? Eis o desafio para o mais novo programa de residência médica do estado do Amazonas.

Manaus, Dezembro de 2006.

Rogelio Casado, psicoterapeuta
Coordenador do Programa Estadual de Saúde Mental
E-mail: rogeliocasado@uol.com.br
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Loucos pela Diversidade: edital para o Paraná

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Resgatando Elza: entrevista com Sérgio Rodrigues

[ Amálgama ]

Resgatando Elza: entrevista com Sérgio Rodrigues

Posted: 01 Jul 2009 08:03 PM PDT

a Daniel LopesElza, a garota (Nova Fronteira, 2009) é o terceiro romance do escritor e jornalista Sérgio Rodrigues. Mineiro radicado no Rio, blogueiro de renome, Sérgio resgata nesse novo livro a trágica história de Elza Fernandes, jovem de 16 anos que foi amante de Antonio Maciel do Bonfim, o Miranda, dirigente do Partido Comunista do Brasil. Bela e aparentemente ingênua, após ser presa e solta pela polícia política de Vargas, Elza seria morta por estrangulamento e enterrada num quintal por membros do PCB no início de 1936, acusada de traição política – denúncia insustentável mesmo à época, o que não impediu Prestes, dito Cavaleiro da Esperança, de selar em carta-diretiva o destino da moça. Porque tal acontecimento rapidamente tornou-se um não-assunto entre a esquerda brasileira, não havia muitas informações facilmente disponíveis sobre Elza, e Sérgio Rodrigues teve que contar com a colaboração de seu lado jornalista para vasculhar documentos que o ajudassem na composição do livro. Os relatos jornalísticos e fictícios se sucedem em Elza, a garota.

*

Amálgama – Quando você primeiro tomou conhecimento do caso Elza Fernandes?
Sérgio Rodrigues – Já tinha ouvido falar da história por alto, mas não posso dizer que realmente a conhecesse até ser procurado pela Nova Fronteira com a proposta de escrever um livro-reportagem sobre o tema.

Convenhamos que não é um assunto muito abordado. Ou não era, antes do teu livro. Por que uma história assim interessante, sórdida mas reveladora sob muitos aspectos, caiu no esquecimento?
Basicamente por razões políticas, porque o clima de polarização do século 20, da Guerra Fria e da ditadura de 64 não deixavam espaço para tirar esse tipo de esqueleto do armário. A esquerda não se interessava em falar de Elza por razões óbvias e a direita, que até se interessou, foi tão incompetente e inventou tantas mentiras sobre tudo o que se relacionava à Intentona Comunista que caiu no descrédito.

Em algum momento você pensou em escrever uma não-ficção, ou desde o início a ideia foi colocar a triste história de Elza dentro de um romance?
Bastou começar a pesquisa para que eu fizesse à editora a contraproposta de um romance, que me pareceu a linguagem mais adequada para lidar com o material. Em parte por causa das grandes lacunas que encontrei sobre a história dessa moça e em parte para ter a liberdade de trazer a narrativa até hoje, examinar como aquele Brasil produziu este que está aí.

O livro é dividido em partes em itálico – que contém os frutos da tua investigação jornalística – e outras em fonte normal, que é a ficção em si, que está ali como que pra dar um sentido ao fugidio conteúdo histórico. Você primeiro fez as investigações e escreveu a parte jornalística, ou foi escrevendo as duas partes simultaneamente?
Primeiro fiz a maior parte da pesquisa, sem escrever nada. Quando comecei a escrever, essas duas vozes distintas logo se fizeram presentes. Mas a separação dos blocos, o modo de intercalá-los e a decisão de destacar o ensaio jornalístico em itálico só apareceram mais perto do fim, quando chegou a hora de editar aquele caos.

No post especial Melhores Leituras de 2008, aqui no Amálgama, você disse que leu Austerlitz, livro estranho como todos do W. G. Sebald, enquanto escrevia Elza, a garota (que ainda estava no prelo), e que “talvez fosse inevitável que ecos de Austerlitz ficassem escondidos aqui e ali, atrás de certas esquinas do texto”. Devo dizer que ficaram sim, de fato (enquanto lia teu livro, também lembrei do Boquitas pintadas, do Manuel Puig). Você, que também é crítico, acredita que essa mistura de gêneros é uma tendência contemporânea? Essa tática em geral representa um esgotamento ou uma revigoramento do romance?
Gosto muito de linguagens híbridas, sempre gostei, e vejo com satisfação que talvez isso seja mesmo uma tendência contemporânea. Não acredito em esgotamento do romance. O formato me parece tão genial, tão aberto, que o considero capaz de digerir essas e outras influências sem deixar de ser romance. Qualquer gênero que você misture com o romance, do ensaio histórico à receita de bolo, acaba se subordinando a ele de alguma forma. O romance prevalece sempre – desde que o escritor não erre a mão, claro.

::: Elza, a garota: A história da jovem comunista que o Partido matou ::: Sérgio Rodrigues :::::: Nova Fronteira, 2009, 240 páginas ::: encontre pelo melhor preço :::

[ foto: Simone Rodrigues/Divulgação ]

[Amálgama concorre na categoria Cultura do Top Blog. Vote!]
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Julho 01, 2009

Michael Jackson: inclassificável

Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Michael Jackson: inclassificável

Por: Rita de Cássia de A Almeida
rccalmeida@ig.com.br

Impossível definir Michael Jackson. Impossível capturá-lo em alguma definição, em alguma nomeação. Michael é o que podemos chamar de inclassificável, afinal, não foi homem e nem mulher, não foi negro e nem branco, não foi criança e nem adulto. E, considerando sua condição financeira, nem saberíamos dizer se estava rico ou pobre. Michael sabia ser um rei poderoso, mas também carregava a fragilidade do plebeu mais humilde e indefeso. Era capaz de ser doce e ácido, e nos causava sentimentos conflitantes, tais como familiaridade e estranheza, paixão e asco, raiva e piedade. Michael transitou como ninguém pela beleza e pelo horror, pela genialidade e pela debilidade, pela sanidade e pela loucura. O fato é que Michael foi único. Talvez a definição mais apropriada para ele tenha sido dada por sua amiga Liz Taylor. Ela disse que Michael não pertencia a este planeta. Sim, talvez não pertencesse mesmo a este mundo, um mundo no qual as definições e classificações são tão necessárias e importantes. E Michael sempre nos parecia assim mesmo, quando não estava nos palcos, num certo desconforto diante da existência, como se fosse um estrangeiro recém-chegado de um país distante. Mas, certamente, o planeta de Michael era o palco, somente ali ele parecia estar realmente à vontade. Um rei amado e venerado por seus súditos. Michael reinventou a música, a dança, a linguagem dos videoclipes. Michael reinventou a própria cultura, mas não pôde inventar um lugar para si mesmo, não houve tempo para isso. Dedicou toda a sua vida e genialidade àquilo que melhor sabia fazer: cantar e dançar, não sobrou energia para mais nada. Sendo assim, seria demais cobrarmos alguma normalidade ou coerência na vida de Michael, afinal ele nos deu o melhor de si, cumprindo, assim, sua missão maior. O fascínio que os grandes artistas provocam é exatamente essa capacidade de fazer com que sua obra se torne maior que eles mesmos, são sujeitos capazes de viver mais fora do que dentro de si mesmos. Assim foi Michael com sua generosidade artística.O mundo não foi mais o mesmo depois de Michael e, certamente, não será o mesmo depois de sua morte. Sua passagem por este mundo foi inusitada até mesmo quando falamos de vida e morte. Nos últimos anos, Michael esteve morto, mesmo estando vivo, e agora, morto, está mais vivo do que nunca. Nem mesmo a morte foi capaz de capturar Michael Jackson; ele está morto e está vivo...

Fonte: Não sou eu quem me navega...
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Memória da Saúde Mental do Amazonas

Fotos de Nivaldo de Lima, presidente da Associação Chico Inácio
filiada à Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial

Nota do blog: O documento abaixo foi escrito quando respondia pela coordenação estadual de saúde mental (2003-2007). Representava a posição do Amazonas no I Fórum Amazônico de Saúde Mental, realizada em Belém-PA. Como desconheço se a carta entrou nos anais do fórum, resolvi publicá-lo em nome da preservação da nossa surrada memória e em homenagem à nova geração de estudantes do campo da saúde mental.

CARTA DO AMAZONAS

No Amazonas, a reforma psiquiátrica teve início em janeiro de 1980. Jovens psiquiatras abriram espaço no debate público para uma reivindicação incomum no campo da saúde mental: a cidadania do louco. Com isso, abriram o campo para novos desenhos de política de saúde mental, nem sempre bem sucedidos.

A política de saúde mental dos anos 80 inspirou-se na trajetória da psiquiatria democrática italiana, liderada por Franco Basaglia, que havia estado no Brasil um ano antes da denúncia de conluio entre violência contra portadores de transtorno mental e corrupção administrativa no interior do então Hospital Colônia "Eduardo Ribeiro”, resultando no afastamento dos corruptos da direção do manicômio.

O saudoso colega Silvério Tundis e seus companheiros criariam um novo período na história da psiquiatria amazonense, no contexto daqueles anos de luta pela redemocratização do país.

Na busca de práticas mais ricas de sentido, procuramos nos nortear para além do aperfeiçoamento moralista da instituição asilar, através de respostas criativas, nunca antes pensada pelos que insistiam em dar respostas estritamente técnicas, como se essas não tivessem profundas implicações com um significado social da doença mental, que, desde os anos 40 estava com seu prazo de validade vencida.

Intuíamos que, para produzir efeitos dentro de uma estrutura totalitária, um saber técnico não podia prescindir de um saber ético. Só mais tarde a fragilidade da bandeira do humanismo se revelaria, com a radicalidade do lema “Por uma sociedade sem manicômios”, no qual está inserida uma outra concepção de contrato social e cidadania dos loucos.

Até então, a organização do trabalho psiquiátrico sofria as inflexões da organização de um aprendizado viciado e de uma formação profissional alienada, que passivamente aceitava a naturalização da idéia de que “lugar de doido é no hospício” e que “uma vez doido, sempre doido”.

Logo esses valores foram subvertidos, especialmente quando, em fevereiro de 1980, os usuários iniciaram participação num projeto terapêutico, que visava a reabilitação psicossocial, através do plantio de hortaliças, roçados de macaxeira, milho, mandioca, feijão, além da criação de 60 cabeças de porcos e do funcionamento de uma casa de farinha. Desde o princípio seria respeitada a questão do direito à remuneração dos usuários pelo seu trabalho.

Poucos êxitos, embora expressivos, foram obtidos com a reforma psiquiátrica no Amazonas, se olharmos criticamente o seu legado. Por exemplo: há quase vinte anos funciona um sistema de emergência para internações de até 72 horas num Pronto Atendimento situado no denominado Centro Psiquiátrico “Eduardo Ribeiro”. Esse último ainda hoje é denominado pelos manauenses como “hospício”. Com essa estrutura emergencial, criou-se mais do que um padrão de atenção à crise, criou-se uma cultura de serviço que torna menos importante a criação de leitos psiquiátricos em hospitais gerais, tendo como subproduto o aumento da resistência a esse dispositivo previsto nas portarias ministeriais. Significa dizer que a superação desse dispositivo clássico de emergência psiquiátrica exigirá mais do que vontade política.

Aqui, quero entrar na questão central desta carta. Reporto-me a um comentário do mestre Silvio Yasui, no primeiro curso de especialização de saúde mental oferecido pela FIOCRUZ no Amazonas: “Sem movimento social não há reforma psiquiátrica”. Ao que acrescento, sem a mesma maestria: “Não há criação de CAPS sem pessoal qualificado”.

É sabido que o Amazonas é o único estado da federação sem um CAPS sequer. Como se explica esse fenômeno? É fato que a anemia política atingiu vários atores da cena psi, incapaz de se posicionarem, como, por exemplo, no caso recente do desvio de 500 milhões de reais dos cofres públicos amazonenses. Com esse valor poderíamos criar uma extensa rede de atenção diária à saúde mental para todo o estado do Amazonas, fomentar cooperativas sociais, e ainda sobrar dinheiro. A Associação Chico Inácio colocará o tema na rua, no próximo dia 17 de Setembro, quando estará promovendo a I PARADA DO ORGULHO LOUCO, idéia defendida pelo companheiro Nilo, de Florianópolis, no I Congresso Brasileiro de CAPS.

É preciso dizer com todas as letras que a ausência de CAPS, ou mesmo a estagnação da reforma psiquiátrica, especialmente nos anos 90, com sua política voltada para a desospitalização, decorre tanto da anemia política, quanto da ausência de circulação de saberes (seja o saber fazer - com suas inúmeras práticas -, seja o saber dizer - em suas vastas formulações teóricas) acerca do amplo arcabouço de cuidados que tem ajudado a dar uma existência mais digna aos portadores de sofrimento mental noutros estados da federação.

A proposta do Amazonas, no momento em que é realizado o I Fórum Amazônico de Saúde Mental, na cidade de Belém do Pará, é que se adotem as medidas necessárias, como convênios, financiamento etc., para garantir a oferta e a continuidade dos cursos de especialização em saúde mental, de modo a promover a circulação do saber e a eficácia das nossas ações.

Se formos capazes de compreender nossas responsabilidades políticas individuais e coletivas, resta-nos o desafio de traduzi-las em novos modos de militância política e de intervenção na cultura. E, aqui, acreditamos que só uma militância tripartirte, composta por usuários, familiares e técnicos em saúde, é capaz de promover a autonomia e a liberdade desejada, para que possamos criar novos saberes e fazeres como sujeitos desejantes e como cidadãos.

Manaus, 19 de agosto de 2004.

Rogelio Casado
Coordenador do Programa de Saúde Mental do Amazonas

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Cabo de guerra?

Ilustração publicada em http://www.tvcultura.com.br/
Nota do blog: Basta uma crítica dirigida à coordenação nacional de saúde mental, pelos mesmos que a apoiaram quando iniciaram as agressões da Associação Brasileira de Psiquiatria em 2006, para surgir na cena da saúde mental os defensores que reduzem os fatos a um jogo da infância: cabo de guerra. Ora, o movimento da luta antimanicomial está dividido desde os primeiros anos do século XXI. E essa divisão é mais do que um cabo de guerra, ou melhor, nada tem a ver com cabos de guerra mas com visões políticas distintas sobre a luta por uma sociedade sem manicômios. Acho até que um dos campos tem sido demasiadamente condescendente. Se a opinião pública tomasse conhecimento do que se passou nos bastidores da eleição do companheiro Lula à presidência de República num momento decisivo para o campo da saúde mental, talvez por aí se compreendesse as atitudes de hoje, de ambos os lados. Sobre isso silêncio respeitoso (em respeito a quem mesmo, porque sou interessado e durante algum tempo fiquei com cara de ovo, sem saber das motivações dos litigiosos). Mas essa é uma outra história. O fato é que não foi à toa que a coordenação nacional de saúde mental deixou de dialogar com o movimento social. Entretanto, quando sob ameaça por mais de uma vez procuraram apoio entre os militantes, sobretudo aqueles que respondem pela gestão de algumas das nossas aguerridas entidades de classe. Daí que o desejo manifesto nos grupos de discussão na internet: "Acho urgente abrir um espaço de diálogo mais claro e objetivo entre Ministério da Saúde e Movimentos Sociais" já não é sem tempo. Resta saber se há vontade política. O que se tem visto nos últimos anos é o sistemático afastamento dos mais críticos. Basta! Em tempo: a coordenação nacional de saúde mental não foi representada pelo seu titular na conferência de Benedetto Saraceno em Recife. Alegação: problemas familiares. Dou fé. O incômodo é que esta não a primeira falta. Esperamos ser a última. A situação de Pernambuco é grave.
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DAS DOIDA na novela da Globo

Acervo Miriam Fernandes
Nota do blog: A galera do DAS DOIDA pintou na novela das 8 (na verdade, 9 ou 10, dependendo do fuso horário) e deixou os militantes da luta por uma sociedade sem manicômios doidinhos. Já tem gente torcendo pelo Vale a Pena Ver de Novo. DAS DOIDA é uma iniciativa de inclusão social de pessoas com sofrimento psíquico, surgida na esteira do DASPU, ambas contraponto crítico da DASLU, aquela casa de moda de luxo que sonega impostos em São Paulo. Cansados de testemunhar a sonegação das suas cidadanias, usuários de saúde mental, apoiados por trabalhadores de saúde mental e familiares, foram à luta. A luta continua.
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Por dentro da sociedade de controle

[ Amálgama ]

Por dentro da sociedade de controle

Posted: 30 Jun 2009 08:00 AM PDT

por Daniel Lopes – Escrito inicialmente como tese de doutorado, em 2007, Sorria, você está sendo controlado é disponibilizado agora a todos os interessados, revisado e editado pela Summus. Sonia Mansano, a autora, toma como base e ponto de partida a ideia que Gilles Deleuze tinha de “sociedade de controle” – ele que por sua vez atualizou a teoria da “sociedade disciplinar” de Foucault. Dessa forma, Sonia analisa como nossas ações, corpos e mesmo nossos pensamentos são constantemente vigiados, não mais por um Estado altamente disciplinador, como aquele da ficção de base real do 1984, mas por uma rede fluída, aparentemente repleta de boas intenções e que coloca o indivíduo como agente de sua própria vigilância e da vigilância dos outros.

A vigilância, nas sociedades modernas, é principalmente privada, ainda que o Estado continue com alguns de seus tradicionais meios de vigiar e punir. Ela está tanto nos inocentes avisos de “Como estou dirigindo”, em traseiras de ônibus e caminhões, como no policiamento dos modos de se vestir e se comportar. A indústria do marketing, que para a autora é uma das principais disseminadoras da vigilância nos dias de hoje, lida não apenas com o comércio de mercadorias e imagens, mas com o próprio corpo, transformando-o em uma coisa a ser melhorada esteticamente, sempre, sob risco de seu proprietário se sentir fora de sintonia com o resto de seus pares.

A experimentação do próprio corpo e do corpo do outro acaba sendo atravessada por diferentes expectativas e, quando os encontros acontecem, a distância entre aquilo que se esperava e aquilo que o encontro possibilita de fato se mostra decepcionante.
Em uma obra que não apresenta grandes dificuldades de leitura, Sonia Mansano, se às vezes foge do seu tema principal, logra inserir no contexto da sociedade de vigilância eventos por muitos tidos como bizarros e sem explicação, como o surgimento da figura do “personal sex trainer” e os dados que mostram crescimento no número de meninas que se submetem a cirurgias para implante de próteses – crescimento de 300% de 1994 a 2004, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

::: Sorria, você está sendo controlado: Resistência e poder na sociedade de controle :::::: Sonia Regina Vargas Mansano ::: Summus Editorial, 2009, 192 páginas :::::: encontre pelo melhor preço :::

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Enlace Zapatista

Escuela Zapatista
Enlace Zapatista

Sigue el hostigamiento y la amenaza de detención en contra de Héctor Camero, de la Radio Comunitaria Tierra y Libertad
Posted: 30 Jun 2009 08:20 PM PDT
Hoy en punto de la 1:30p.m, diversos colectivos, organizaciones sociales e individuo/as solidario/as nos dimos cita en las afueras del edificio de la Procuraduría Federal de Justicia. Al llegar nos envolvía un ambiente alegre, que contrastaba con lo grisáceo del edificio de la PFJ que se impone en el cruce de las avenidas Cuauhtémoc [...]

Comunicado urgente del CNI, 30 de junio de 2009.
Posted: 30 Jun 2009 09:36 AM PDT
El día 29 de junio del presente año, alrededor de las siete de la tarde, un grupo de choque contratado por un reducido grupo de supuestos pequeños propietarios mestizos de La Placita , municipio de Aquila, Michoacán, que portaba armas de alto poder, emboscó y disparó indiscriminadamente sobre hombres, mujeres y niños pertenecientes a la comunidad indígena nahua de Santa María Ostula, municipio de Aquila, Michoacán.
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Junho 30, 2009

Manaus e Liverpool entre os livros lançados pela EDUA


"Manaus e Liverpool: Uma Ponte Marítima Centenária" - Editora da Universidade do Amazonas (EDUA).
Trata-se da tese de doutoramento de David Pennington, amazonense nascido em Liverpool, atualmente professor da Universidade de Brasília.
O lançamento aconteceu às 19h00 de hoje no campus da UFAM.
"É sacanagem, David, avisar em cima da hora, meu!!!"
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Deputado denuncia intimidação da Record

Dep. Edson Duarte - PV-BA
Foto: Gustavo Moreno - o3.12.2008
Deputado denuncia intimidação da Record

O deputado federal Edson Duarte (PV-BA) está indignado com o que considera uma tentativa absurda de intimidação que está sofrendo por parte da Rede Record de TV. Tudo por conta de um projeto de lei que o parlamentar apresentou em 2008, ainda em tramitação nas comissões, que obriga as emissoras de TV que venderem horários da sua grade de programação para terceiros a repassarem parte do valor recebido para os cofres da união.

O argumento é que como as emissoras de TV são concessões públicas, não é justo que elas vendam os horários, que recebem gratuitamente, sem repassar nenhum centavo para o Tesouro Nacional. Edson Duarte disse que o projeto foi resultado de suas participações em congressos e debates sobre a democratização da comunicação, dos quais participaram representantes de emissoras de rários e Tvs comunitárias.

Sua indignação decorre do fato de que, em vez de tentar derrubar o projeto - usando os parlamentares que são seus liados -, a Rede Record estaria tentando intimidá-lo. Primeiro, segundo ele, foi um diretor da rede que deu plantão durante mais de uma semana em seu gabinete, tentando convencê-lo a retirar o projeto; depois foi uma mensagem direta, que lhe foi transmitida pelo deputado Bispo Márcio Marinho (PR), recomendando que ele retirasse o projeto, “porque não seria bom eu pegar uma briga com a Record”.

Como resistiu às duas tentativas, Edson Duarte diz que foi surpreendido com um ataque gratuito, nesta sexta-feira, no programa de Raimundo Varela, na TV Itapoan, no qual teria sido apontado como farrista do dinheiro público. Ele realmente foi citado como um dos deputados que usaram a cota de passagens aéreas para viagens, mas como já deu explicações sobre isto e não houve nenhum fato novo que justificasse a matéria do programa, o parlamentar acha que foi a terceira tentativa de intimidação que sofreu.

“Acho lamentável que uma emissora de TV use o seu poder como veículo de comunicação para intimidar um deputado”, denuncia Duarte, afirmando que vai levar o assunto à Mesa Diretora da Câmara Federal e consultar advogados para ver quais medidas legais tomará para se proteger dos ataques que, a seu ver, deverão continuar, pois não pretende retirar o projeto.

ASCOM PV BAHIA.
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Honduras: ensayo del neo-golpismo en América Latina

Manuel Zelaya e Lula
Foto:
http://www.info.planalto.gov.br/
Honduras: ensayo del neo-golpismo en América Latina

Isabel Rauber [1]

28 de Junio de 2009

El amanecer del domingo nos sorprendió con la noticia del derrocamiento del Presidente de Honduras, Manuel Zelaya. Los militares invadieron su morada y se lo llevaron, no solo de allí, sino del país. En ropa de descanso, el Presidente se encontró raudamente en Costa Rica. Era, evidentemente, muy importante para los golpistas tenerlo fuera de Honduras para evitar que su presencia estimulara la movilización y el apoyo popular a su restitución inmediata.

No repetirían los "errores" de Venezuela; esta vez la ira de la reacción elaboraría mejor su impotencia de clase y afinaría mejor su estrategia destituyente: fabricaría el golpe de estado sobre excusas legales y artilugios jurídicos que, supuestamente, justificarían la acción militar de franca desobediencia e irrespeto por los poderes establecidos y las instituciones que los representan. Ni el Legislativo, ni el Judicial, pueden decretar un Golpe de Estado, es decir, poner fin a la gestión del Poder Ejecutivo cuando éste no les gusta, ¿o sí?

Es esto lo que se está ensayando en Honduras: apelar a "canales" legales para poner fin por la fuerza a los procesos de cambio que están desarrollándose en el continente. Obviamente, como es natural, el ensayo se llevan adelante en territorios donde los costos políticos resultan menores porque los procesos sociales populares son más débiles, como es el caso deHonduras.

El disfraz "democrático" del Golpe de Estado, anuncia el nuevo estilo autoritario de los poderosos y desnuda el contenido de su "democracia" de mercado: "Cuando me conviene sí, y cuando no me conviene: no." No es la vuelta al pasado, no hay que equivocarse: Es el anuncio de los nuevos procedimientos de la derecha impotente. El neo-golpismo es "democrático" y"constitucional". Honduras anuncia por tanto la apertura de una nueva era: la de los "golpes constitucionales".

Es una alerta clara para los pueblos de América Latina desde el Río Bravo a la Patagonia y, en particular, para quienes encabezan proceso de cambio; el mensaje del poder es claro: "Si sigues *desobedeciendo*, te sacamos. ¿Yqué?" Los neo-golpistas están tranquilos: cuentan con el apoyo de los medios de prensa mundiales, los cuales, en pocos minutos imponen ante el mundo el mensaje que desean instalar. Así pudo comprobarse ayer en las más importantes cadenas televisivas internacionales: el usurpador de la presidencia de Honduras, no fue ni es llamado como tal, sino "Nuevo Presidente", como si fuera el sucesor de Zelaya y no el cómplice del asalto y destitución forzada del gobernante.

La complicad de los medios no es un dato nuevo. Pero sí lo es el formato del golpe: apoyado en un manto de supuesta y fraguada legalidad respaldada por los Jueces Supremos y el Parlamento. Para eso quieren ahora estar en los parlamentos: no para ser mejores representantes de los pueblos, sino para llevar adelante sus proyectos de clase o, si esto no es posible, impulsar golpes de estado, ocultando su conspiración tras el manto "constitucional".

Pero la historia no es unidireccional ni unidimensional. Si hoy se tolera el "golpe democrático" en Honduras con al excusa de "salvaguardar la constitución", se está adelantando y asentando también una justificación -por precedente-, para la posible ocurrencia de "golpes constitucionales" de otros signos políticos. Las reglas del juego democrático exigen, precisamente por ello, paridad en su cumplimiento. En caso contrario, dejan de ser reglas del juego para transformarse en *trucos* de un sector de la sociedad para ganar tiempo político y engañar a las mayorías en favor de sus empresas. La *seguridad democrática*, vista desde los pueblos, consiste precisamente en eso: construir garantías biunívocas para que cada pueblo pueda construir -con autonomía e integradiad- el modo de vida que considere idóneo y necesario a para sí, en paz y respeto hacia los demás pueblos y procesos.

Llegados a este punto, vuelve a emerger al centro de la escena una cuestión política de fondo: Los procesos sociales de cambio solo pueden ser tales, si se construyen articulados a las fuerzas sociales, culturales y políticas que apuestan al cambio y generan el consenso social necesario para llevarlo adelante. Y esto solo puede realizarse desde abajo, cotidianamente, en todos los ámbitos del quehacer social y político: en lo institucional y en la sociedad toda. Un empeño político y social de esta naturaleza, no se alcanza espontáneamente. No basta con que un mandatario tenga una propuesta política que considere justa o de interés para su pueblo; es vital que el pueblo, los sectores y actores sociales y políticos sean parte de la misma, que hayan participado en su definición, que se hayan apropiado de ella.

No hay hechos mágicos en la política, mucho menos si se trata de cambiar la correlación de fuerzas hegemónicas hacia una nueva composición política y social de fuerzas a favor de cambios sustantivos: construir caminos para salir del egoísmo agonizante del mercado y avanzar hacia sociedades solidarias. Se trata de un cambio de hegemonía que reclama construir la fuerza social, política y cultural, el actor colectivo, capaz de diseñar y decidir el rumbo y el ritmo de los cambios, llevarlos adelante, sostenerlos y defenderlos. Esta también es una enseñanza vital para los procesos actuales que en este continente apuestan a cambiar la realidad de injusticiay discriminación, que apuestan a profundizar la democracia, sacándola del recinto del mercado para ampliarla y rediseñarla acorde con el crecimiento político-cultural de los pueblos, construyendo una democracia ciudadana con igualdad de derechos, oportunidades y posibilidades para todas y todos.

Este es el camino de la *seguridad democrática* que necesitan los pueblos del continente, es el único camino para que el debate de ideas pueda fluir sin el asecho nocturno de los viejos o nuevos Golpes a la razón democrática que reclama la humanidad en el siglo XXI. Ojala la retórica democrática que se levanta desde el poder cuando no le resultan los procesos en otras latitudes, sea igualmente contundente cuando se atenta abierta y descaradamente contra un proceso legítimamente democrático como el deHonduras. Vale recordar: en el mundo globalizado bajo la hegemonía del capital, las lecciones -en un sentido u otro- son siempre globales.

[1] Dra. en Filosofía. Directora de la Revista Pasado y Presente XXI. Profesora de la Universidad Nacional de Lanús. Estudiosa de los movimientos sociales y procesos políticos del continente.
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Alunos da UEA criam Grupo de Estudos Avançados em Psiquiatria do Amazonas


Nota do blog: Um grupo de alunos da Universidade do Estado do Amazonas - UEA - cometeram uma gentileza com esse velho militante das causas (im)possíveis. Me convidaram pra participar da primeira reunião do Grupo de Estudos Avançados em Psiquiatria do Amazonas. Fui informado que estarei na companhia do decano da psiquiatria amazonense Manoel Galvão. Entre os temas: História da Psiquiatria e Reforma Psiquiátrica. Vamos deitar e rolar! Tremei reformistas de araque. Manoel tem no seu currículo duas passagens que o fizeram entrar na galeria dos imortais: combateu e eliminou o uso do eletrochoque nos anos 1970 no Hospital Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, de Manaus, e nos anos 1990 tornou-se o grande leitor de Jacques Lacan. Através do projeto "Psicanálise e Cultura" trouxe ao Amazonas grandes figuras da psicanálise brasileira. Manoel é o maior responsável pelo esvaziamento da psiquiatria amazonense. Antes que alguém atire a primeira pedra, deixa eu explicar o que não é óbvio: os alunos de Manoel, entusiasmados com o saber psicanalítico, saem em busca de formação fora do estado... e não retornam à terra natal. Diante de tão estimada figura, apresentarei como minhas credenciais o meu blog PICICA. Criado em 2006, fiz dele uma trincheira no front amazônico da luta por uma sociedade sem manicômios. E pra não ficar confinado ao gueto psi abri espaço de articulação com outros movimentos sociais. Ainda esta semana, irei oferecer links para teses de doutorado, dissertação de mestrado, artigos científicos, ensaios y otras cositas mas no campo da Saúde Mental. Aguardem!!!
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Enlace Zapatista

Cidade de Laguna Miramar - Chiapas - México
Ponte em Emiliano Zapata
Foto:
Poio Estavski

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Ataque paramilitar contra compañer@s indígenas del CNI en Santa Maria Ostula, en la costa de Michoacán
Posted: 29 Jun 2009 08:20 PM PDT
Nuestros compañeros del Congreso Nacional Indígena (CNI) nos acaban de informar que las y los compañeros de Santa María Ostula, en la costa de Michoacán, fueron emboscados en los linderos de sus tierras por un grupo paramilitar de por lo menos 15 personas armadas con armas de alto poder, al servicio de acaudalados rancheros mestizos de La Placita.

La JBG de Morelia denuncia las provocaciones e intento de desalojo en el poblado autónomo 16 de febrero
Posted: 29 Jun 2009 07:00 PM PDT
La Junta del Buen Gobierno “Corazón del arco iris de la esperanza”, Caracol IV “Torbellino de nuestras palabras”. Morelia, Chiapas, México. 28 de junio de 2009 A los medios de comunicación alternativos. A I@s compañer@s adherentes de la otra campaña de México. A I@s compañer@s de la otra sexta internacional. A los organismos de derechos humanos. Compañeros y compañeras. Esta [...]
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Junho 29, 2009

Lançamento dos trabalhos em Goiás pela Conferência Nacional de Comunicação


Nessa noite será lançado o livro de poesia
do companheiro Milton Freire
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Conferencias porteñas

El Correo de la Comunidad Virtual Russell - Psicoanálisis
Boletín de Librería: desde Argentina,
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26 de junio de 2009 - Archivo de boletines anteriores: click aquí

Novedades de Librería - De próxima aparición en julio de 2009

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Conferencias porteñas. Tomo 1
Jacques–Alain Miller


Jacques–Alain Miller es psicoanalista y dirige el Departamento de Psicoanálisis de la Universidad de París VIII. Fue discípulo de Louis Alrhusser, Roland Barthes, Georges Canguilhem, Jacques Derrida y Michel Foucault. En 1966 creó la revista Cahiers pour l'analyse donde se publicaron importantes trabajos de epistemología. A partir de 1973 Jacques Lacan le propone la tarea de establecer el conjunto de sus seminarios. En enero de 1975 publica el primer número de la revista Ornicar?, que continúa dirigiendo. Ha impulsado la creación de diversas Escuelas en diferentes países, a la vez que organizó el Campo Freudiano y creó la Asociación Mundial de Psicoanálisis (AMP). Sus numerosos artículos, conferencias y seminarios han sido dilundidos por las principales revistas de psicoanálisis, traducidos a varios idiomas y recopilados en diversos libros, muchos de ellos en castellano.

“Este primer volumen de las CONFERENCIAS PORTEÑAS atraviesa, con escansiones temporales que muestran en las diversas temáticas las progresiones logradas, la década decisiva que va de la muerte de Jacques Lacan en septiembre de 1981 hasta la fundación de la Escuela de la Orientación Lacaniana (EOL). En esos años de trabajo intenso Jacques-Alain Miller, con prudencia, energía y decisión, logró transformar algunos grupos en una institución sólida que responde a la "Proposición" de Jacques Lacan. Este trabajo de política institucional estuvo acompañado por la realización de una enseñanza rigurosa, donde la ironía y la gracia animaban para los oyentes la aridez de algunas cuestiones y levantaba el peso intimidatorio de afirmaciones que no parecían prestarse a la interrogación crítica.
El lector interesado por el psicoanálisis encontrará más de una sorpresa y muchas satisfacciones en la lectura de CONFERENCIAS PORTEÑAS.” Germán García.

Editado por Editorial Paidós, que ha publicado numerosos libros del autor, entre los que se cuentan los seminarios que dicta anualmente: Los signos del goce, El banquete de los analistas, De la naturaleza de los semblantes, La experiencia de lo real en la clínica psicoanalítica, El Otro que no existe y sus comité de ética (con Eric Laurent) y El partenaire-síntoma.


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Convite INCT / CEAB

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O velho senado

Velhinha de Taubaté
Nota do blog: Até a velhinha de Taubaté concorda com imortal Ribamar Bessa: o congresso brasileiro é um clube de sabidinhos, exceções de praxe.

TAQUI PRA TI

O VELHO SENADO

José Ribamar Bessa Freire

28/06/2009 - Diário do Amazonas

“O diabo sabe das coisas não por ser diabo, mas porque é velho”. Esse ditado popular considera que as pessoas de idade acumulam vivências, experiências e conhecimentos e que a velhice condensa sabedoria, maturidade. Por isso, na Roma antiga, só quem fosse velho (‘senex’ em latim) e, portanto, sábio, podia pertencer ao Conselho de Anciãos, que era chamado de senado. Lá, usava seus saberes em prol do bem comum.

No Brasil, o Senado está repleto de velhos, mas eles não conseguiram ainda demonstrar sabedoria. A crise pela qual passa a instituição está revelando que, com raras exceções, o Senado aqui não é bem um Conselho de sábios, mas um clube de sabidinhos e espertalhões, um antro de safadezas e falcatruas. Tal imagem constitui um sério golpe à democracia, porque desacredita as formas de representação popular e mata as esperanças coletivas.

A fina flor da malandragem, do embuste e da trapaça está ali representada: Renan Calheiros, Romero Jucá, Collor de Mello, José Sarney e tantos outros comprometidos até o último fio do cabelo com o nepotismo, o compadrismo, o fisiologismo, o clientelismo e a troca de favores, práticas comuns no Brasil dos grotões e dos coronéis, que foi potencializada pela ditadura militar e se arrastou até os dias de hoje. Representam o Brasil obscuro, incompatível com a modernidade.

Leia mais em TAQUIPATI
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Dia de S. Pedro: Devoção e Luta


Devoção e luta: durante a procissão de S. Pedro o Movimento SOS Encontro das Águas reafirmou luta contra o Porto das Lajes.

À bordo do Barroso Filho, o padre Orlando Barbosa liderou a procissão de S. Pedro neste domingo que passou. Mais de uma dezena de barcos levavam fiéis e militantes. Entre eles, o Núcleo de Cultura Política do Amazonas, a Associação Amigos de Manaus e o Sindicato dos Pescadores do Amazonas.

Durante o trajeto, os ribeirinhos foram estimulados a comparecer à próxima audiência pública sobre a construção do famigerado porto. Enquanto isso, a empresa Login Logística S/A gasta dinheiro, não previsto no orçamento, fazendo publicidade na mídia local e na comunidade.

Fique atento para a data da audiência. Ela está próxima, já que a empresa respondeu aos quesitos exigidos pelo IPAAM.

A luta continua.

Abaixo-assinado contra homofobia

Foto postada em umaquarianonolimitedarazao.blogspot.com
Pessoal,

A Rua Frei Caneca, na região da Paulista, é famosa pela movimentação e lazer gay. Os moradores da região estão tentando retirar os gays daquele local entrando na justiça para fechar a principal balada GLS da rua: A Lôca.

Reclamam do barulho e som, mas todos que frequentam a região sabem que a acústica lá é ótima, não vaza som nem na calçada.
Ou seja, é uma manobra nojenta e preconceituosa para retirar o foco dos gays na região.

Nos ajude assinando o abaixo assinado contra os abusos dessa Associação de Moradores, que há muito tempo tenta retirar os pontos GLS da região.

Já conseguiram o fechamento de outras duas baladas no passado, por preconceito!!

A prefeitura já confirmou que A Lôca funciona regularmente e que está de acordo com o Psiu também.

Quem quiser ajudar, segue o link para a assinatura:

http://www.aloca.com.br/abaixoassinado

Não é um abaixo assinado somente contra o fechamento da balada, é um abaixo assinado contra o preconceito! Entendam que é uma manobra para retirar os gays da região!! A Presidente dessa Associação é homofóbica e esperamos que em breve aprovem a lei que criminaliza homofobia.

Obrigado,

A Lôka
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Chamado ao II Encontro Pró-Federação Anarquista

Foto postada em maosdesatadas.blogspot.com
Chamado ao II Encontro Pró-Federação Anarquista - Dias 18 e 19 de Julho - Em São Paulo - SP

Veja mais detalhes no site http://www.anarquismosp.org

O coletivo Pró-Federação Anarquista de São Paulo convida a todas/os para participar do II Encontro Pró-Federação Anarquista de São Paulo, nos dias 18 e 19 de julho de 2009, na cidade de São Paulo.

O primeiro encontro ocorreu em julho de 2008, contando com 85 participantes, o que permitiu fortalecer a discussão da necessidade de construção de uma organização anarquista na cidade de São Paulo, tendo no modelo especifista sua base de organização.

E foi a partir deste encontro, que foi formado este coletivo com o objetivo de levar adiante esta discussão. Portanto, a proposta deste segundo encontro é de apresentar e discutir sobre as experiências do coletivo e os trabalhos realizados até o momento, e convidar novas/os companheiras/os à participação.

Neste primeiro ano, muitas foram às atividades propostas e realizadas pelas/os suas/seus participantes, objetivando aproximar-se e aliar-se às lutas populares contribuindo com questões éticas, sociais e práticas como a ação direta, a autonomia, a combatividade, a solidariedade, a horizontalidade e o apartidarismo.

Durante este processo, houve perdas e ganhos que permitiram o amadurecimento do coletivo, para que mais pessoas pudessem contribuir na construção de uma prática anarquista social organizada.

Portanto, é com espírito de luta, que convidamos todas/os a este segundo encontro, para darmos continuidade a este trabalho e juntas/os construirmos uma organização anarquista especifista em São Paulo.

Saúde e Liberdade!

"A organização é um meio de se diferenciar, de se precisar um programa de idéias e de métodos estabelecidos, um tipo de bandeira de reunião para se partir ao combate sabendo-se com quem se pode contar e tendo-se consciência da força que se pode dispor.(...)” (Luigi Fabbri)

1º Dia - 18/07/2009 - Sábado

08h00 - 9h00: Café da Manhã

09h00 - 11h00: Abertura
- Exposição sobre o local do encontro: Espaço Ay Carmela!
- O que é o coletivo Pró-FASP? Da teoria a prática.
- Exposição sobre anarquismo social, especifismo e a importância do comprometimento para a organização anarquista.
- Exposição sobre a prática do coletivo: frentes de luta e grupos de trabalho.

11h00 - 12h00: Debate

12h00 - 13h45: Almoço

14h00 - 18h00: Discussão de Conjuntura

14h00 - 15h45: Grupos de Discussão
- Movimentos sociais: a luta no campo e na cidade.
- A atuação anarquista no Brasil e no mundo.
- Fatos políticos no Brasil e no mundo: uma análise anarquista.
- Anarquismo e feminismo: mulheres libertárias e a transformação social. (Com a participação da Agrupação Cultural Feminina "Ela Luta")

15h45 - 16h15: Café

16h15 - 18h00: Finalização conjunta das discussões

18h00 - 19h30: Jantar

19h30 - 22h: Festa de confraternização

2º Dia - 19/07/2009 - Domingo

08h00 - 9h00: Café da Manhã

09h30 - 12h00: Experiências atuais do anarquismo social no Brasil.
- Presenças já confirmadas:
- Federação Anarquista Gaúcha
- Federação Anarquista do Rio de Janeiro.

12h00 - 13h00: Almoço

13h00 às 17h00: Atividade de Encerramento
Discussão de apontamentos práticos para o anarquismo social em São Paulo e indicativo conjunto para a fundação da Federação Anarquista de São Paulo.

Local do II Encontro
Espaço Ay Carmela
Rua das Carmelitas, 140, Sé - São Paulo
Travessa da Rua Tabatinguera - Metrô Sé

Inscrição
A inscrição não é obrigatória para participação, mas para uma melhor organização do encontro, pedimos que todas/os que puderem, confirmar a participação, mandando um e-mail para
fasp@riseup.net dizendo: nome, se participa de alguma organização, se vai consumir a alimentação do encontro e se precisa de alojamento

Para mais informações
Envie um e-mail para
fasp@riseup.net
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Fórum da Diversidade Cultural no Amazonas convida

Praça São Sebastião - Manaus- Amazonas - Brasil
C O N V I T E

O Fórum Permanente da Diversidade Cultural no Amazonas CONVIDA a todos os integrantes do Fórum e demais agentes culturais, artistas, grupos, instituições e organizações da sociedade civil para comparecer a quinta REUNIÃO ORDINÁRIA do ano de 2009, a ser realizada na data seguinte:

- Data: 03 / JULHO /2009 (SEXTA-FEIRA)
- Hora: 15h:00 às 18h:00
- Local: Auditório do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas
- Endereço: Rua Luiz Antony, nº 977 – Aparecida – Próximo à Academia Golfinho

PAUTA:

1 - Informes
2- Projeto Vidas Paralelas: Cultura e Saúde dos Trabalhadores
3 – Tenda Cultural
4 – O que houver



Contamos com a presença pontual de tod@s.

Manaus, 29 de junho de 2009.

Atenciosamente,

LUCIMAR DE SOUZA WEIL
Coordenadora do Fórum Permanente da Diversidade Cultural no Amazonas
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Videoconferência Loucos Pela Diversidade mobiliza a região Nordeste

Ilustração postada em www.redebrasileira.com
Nota do blog: O sociólogo e picacanalista Zefofinho de Ogum, correspondente do PICICA, deslocou-se do Rio de Janeiro para ouvir a conferência do consultor da OMS em saúde mental Benedetto Saraceno realizada em Recife. De cara estranhou a ausência do coordenador nacional de saúde mental. A presença de Pedro Gabriel seria um sinal de apoio aos militantes da luta antimanicomial diante da grave situação vivida pelo setor. Os militantes não deixaram barato e criticaram essa lamentável falta. Boa mesmo, segundo Zefofinho, foi a fala de Benedetto. Das 10 causas de adoecimento no mundo, 4 são da saúde mental. É prioridade na agenda de saúde da OMS. Benedetto deixou muito claro que não faz sentido a convivência dos dois modelos. Desqualifica o modelo manicomial e bota gás no enfrentamento que ainda deve ser feito. Mas foi a fala de Francisco, do Núcleo da Luta Antimanicomial de Pernambuco, que repercutiu na conferência ao relatar as mortes, quase que diárias, nos hospitais psiquiátricos, e ao informar que os profissionais estão adoecendo no interior desse modelo ultrapassado. Segundo Zefofinho apurou, os militantes antimanicomiais recorreram a várias instâncias, sem sucesso. Também, pudera! Zefofinho foi informado que o maior hospital psiquiátrico de Pernambuco (Camaragibe) - Alberto Maia - é da família do governador. É mole?! Quer mais? O referido hospital recebeu, em menos de um ano, a título de Convênio, mais de DOIS MILHÕES DE REAIS par comprar comida e lençol... com a conivência do Ministério da Saúde... tudo documentado em dossiê denunciando ao Ministério Público da União / Controladoria Geral da União... O problema é que enquanto os militantes aguardam resposta pessoas continuam morrendo na instituição do horror... Zefofinho ouviu críticas à rede de saúde mental de Recife. Para os militantes antimanicomiais ela existe mas não se propõe a ser substitutiva. Vários CAPS (Centros de Atenção Psicossocial) encaminham usuários, sem a menor cerimônia, para os hospitais psiquiátricos... Pior. A coordenação estadual de saúde mental é omissa. Não dialoga, nem se faz presente na Comissão de Reforma. Detalhe: é parente do Governador, que é da família do Hospital... Zefofinho constatou que o movimento social foi convidado para compor a mesa da conferência, entretanto foi pedido para não se manifestar. Sinistro! Usuários e familiares, trabalhadores de saúde mental, uni-vos!!! Só nos resta MARCHAR RUMO À BRASÍLIA
E COBRAR DO PRESIDENTE LULA!

Videoconferência Loucos Pela Diversidade mobiliza a região Nordeste

Os participantes podem acessar a videoconferência pelo endereço: http://www.institutoembratel.org.br/ clicando no link da TvPontoCom. O conteúdo do encontro ficará disponível para download no site do Instituto Embratel.

A Representação Regional Nordeste do Ministério da Cultura convida os profissionais da área de saúde mental e cultura, em especial os que tratam de pessoas em sofrimento psíquico para a videoconferência do I Prêmio Cultural Loucos pela Diversidade 2009 - Edição Austregésilo Carrano. O encontro será realizado no próximo dia 30 de junho, das 14h às 17h, nas salas do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), em todas as capitais nordestinas (veja a lista abaixo). Na ocasião, o Secretário Américo Córdula, da Secretaria da Identidade e Diversidade (SID/MinC) estará presente na sala do BNB/RECIFE à disposição do público para esclarecer dúvidas e prestar orientações sobre o edital (http://www.cultura.gov.br/site/wp-content/uploads/2009/05/edital_procuradoria_25maio.pdf).

O Prêmio Loucos Pela Diversidade é uma iniciativa da Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC) e Fundação Oswaldo Cruz do Ministério da Saúde (Fiocruz/MS), por meio do Laboratório de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (LAPS) e da Caixa Econômica Federal. As inscrições para o edital estão abertas até 13 de julho de 2009 e irão contemplar 55 iniciativas de instituições públicas e grupos sociais que trabalhem com questões ligadas à saúde mental e cultura.

A criação deste Prêmio é fruto de uma parceria que teve início em 2007, quando a SID e a Fiocruz promoveram a oficina Loucos Pela Diversidade visando construir propostas de políticas públicas do MinC em relação aos sujeitos e grupos em sofrimento mental. O MinC/SID vem reafirmando seu compromisso de democratização e de valorização da produção cultural brasileira, reconhecendo que a estética de pessoas em sofrimento psíquico faz parte da identidade diversa do país.

Homenagem a Carrano Bueno - O escritor paranaense, que faleceu no ano passado, notabilizou-se como integrante do Movimento da Luta Antimanicomial e inspirou o personagem principal do filme Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodanzky. Além da importância de sua mobilização, o homenageado expôs seu drama pessoal no livro “Canto dos Malditos”, obra que foi transportada para o cinema e tornou pública a necessidade de construir uma sociedade sem manicômios, além de denunciar os maus tratos na cultura manicomial da psiquiatria brasileira.

Para participar da Videoconferência Loucos Pela Diversidade envie um e-mail para: http://mail.uol.com.br/compose?to=loucospeladiversidade@gmail.com, preferencialmente até as 15h do dia 29/06/2009, informando nome, RG e a localidade de origem. Mais informações: 81. 3194-1300 e pelo site: http://www.cultura.gov.br/site/2009/05/22/loucos-pela-diversidade-3/.

Escolha a sala do BNB mais próxima e fique atento ao número de vagas disponíveis em cada capital:

São Luis
R. de Santana, 465 - Centro
40 lugares
Tel: 98 3218 9600

Teresina
R. Rui Barbosa, 163 - Centro
90 lugares
Tel: 86 3216 8608

Fortaleza
Av. Paranjana, 5700 - Passaré
230 lugares
Tel: 85 3299 5101

Natal
Av. Antonio Basílio, 3006. Ed. Lagoa Center,Lj 35C/ Lagoa Nova
60 lugares
Tel: 84 3133 3242

João Pessoa
Av. Pres. Epitácio Pessoa, 1251 - 12º Andar - Ed. Empresarial Epitácio Pessoa - Bairro dos Estados
60 lugares
Tel: 83 3216 9400

Recife
Av. Conde da Boa Vista, 800 - 2º Andar - Edif. Apolônio Sales - Bairro da Boa Vista
100 lugares
Tel: 81 3198 4200

Maceió
R. da Alegria, 407 - Centro
100 lugares
Tel: 82 3216 4571

Aracajú
R. Itabaianinha, 44 - 3º Andar - Centro
10 lugares
Tel: 79 2107 5659

Salvador
Av. Estados Unidos, 346/12º Andar/Ed. Prof. Miguel Calmon Sobrinho - Comércio
100 lugares
Tel: 71 3103 2828
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Loucos pela Diversidade: Edital para Minas

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